Após iniciar um hiato em 2025 para descansar e avaliar relações internas — incluindo a situação com o ex-vocalista Fabio Lione —, o Angra retomou as atividades precocemente em 2026. Segundo os integrantes Felipe Andreoli e Marcelo Barbosa, a pausa genuína foi encurtada pelo convite para tocar no festival Bangers Open Air, pela entrada do vocalista Alírio Netto e pela turnê de 30 anos do álbum "Holy Land", oportunidades que renovaram o fôlego do grupo para voltar imediatamente à estrada.
O fim precoce do hiato do Angra surpreendeu os fãs no começo de 2026, gerando especulações sobre os reais motivos por trás da pausa e do retorno rápido da banda, que não ficou nem um ano parada.
Inicialmente, em setembro de 2024 o grupo anunciou uma turnê especial para celebrar os 20 anos do álbum Temple of Shadows (2024) e disse que depois tiraria um "período sabático", que começou em agosto de 2025.
Porém, a banda aceitou fazer alguns shows especiais, entre eles o do festival Bangers Open Air em abril de 2026. Um mês antes dessa apresentação, em março, também confimou uma nova turnê em comemoração aos 30 anos do disco Holy Land (1996), bem como o encerramento do hiato.
Em entrevista ao jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o baixista Felipe Andreoli esclareceu o cenário:
"A intenção do hiato era muito genuína: descanso, tempo para reorganizações etc. Muitas dessas coisas acabaram ficando ainda pendentes, porque não paramos o tanto que precisava para resolver determinadas coisas."
Segundo ele, a situação do ex-vocalista, Fabio Lione, também influenciou, mas de uma forma diferente do que as pessoas imaginam. Felipe explica:
"Um dos motivos desse hiato era olhar para a relação interna da banda, que já não estava muito legal, especialmente com o Fabio. Acham que inventamos um hiato para tirar o Fabio, quando, na verdade, é o contrário: um dos motivos desse hiato era conversar e tentar chegar num ponto comum para seguir com o Fabio. O futuro quis que as coisas não fossem assim. E aí, claro, surgiu a oportunidade do Bangers, que nos deu ânimo, junto da entrada do Alírio (Netto). Se em algum momento acharmos que precisa parar, vamos parar. Mas enquanto houver vontade e pique de tocar, acho isso bom. A não ser que, talvez, as pessoas prefiram que a gente fique no hiato."
Complementando a visão sobre o ritmo intenso de trabalho e os fatores que apressaram a retomada das atividades, o guitarrista Marcelo Barbosa acrescentou:
"A partir de quantos meses é considerado um hiato? Não sei qual é a definição. O fato é que, desde que eu entrei (em 2015), a banda estava num ritmo frenético. Só paramos na pandemia. Ficamos uns seis a sete meses sem fazer show e, para mim, isso é um hiato. Mas as coisas são dinâmicas. Existem teorias de que fingimos um hiato para vender mais ingresso… a banda precisava parar por um tempo, só que as coisas acontecem. Pintou essa oportunidade de sermos headliners do Bangers Open Air, com a reunião… como você diz "não" para um negócio desse? Então, voltamos a estar juntos, voltou a dar vontade de estar na estrada, e: "pô, quanto tempo mais a gente vai esperar depois disso?" Aproveitamos para marcar outras coisas."
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