Pesquisas indicam 7 estados com possibilidade de definir governador no 1º turno
Levantamentos mais recentes de Datafolha e Quaest mostram candidaturas acima de 50% dos votos válidos ou em patamar equivalente
As eleições para governador podem terminar no primeiro turno em sete estados, considerando os resultados mais recentes de Datafolha e Quaest disponíveis até esta sexta-feira, 2. Outras seis unidades da federação estão com candidatos próximos aos 50%, enquanto em quatro os primeiros colocados estão com 49% ou um pouco menos. E o Rio de Janeiro tem uma situação indefinida, já que será a partir de uma decisão judicial que será possível conhecer o cenário real.
- O Terra terá uma live especial neste domingo, a partir das 17h, com apuração em tempo real do primeiro turno das eleições 2026. Fique ligado!.
Pelas regras eleitorais, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos para ser eleito no primeiro turno. Brancos e nulos não entram nesse cálculo. Caso ninguém alcance a maioria absoluta, os dois mais votados disputam o segundo turno.
É importante ressaltar que este levantamento foi feito apenas com base em pesquisas eleitorais realizadas antes da eleição, em 4 de outubro. Os números não significam que os resultados são os definitivos.
Veja os Estados que podem decidir em 1º turno
- São Paulo: o Datafolha de 1º de outubro coloca Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 56% dos votos válidos, contra 37% de Fernando Haddad (PT). Na Quaest de 29 de setembro, Tarcísio tinha 44% dos votos totais e Haddad, 24%.
- Piauí: o Datafolha divulgado em 21 de setembro aponta Rafael Fonteles (PT) com 65% dos votos válidos, contra 29% de Joel Rodrigues (PP). Nos votos totais, são 55% a 25%.
- Distrito Federal: o Datafolha de 1º de outubro mostra Celina Leão (PP) com 53% dos votos válidos, contra 26% de Leandro Grass (PT). Na Quaest de 29 de setembro, Celina tinha 39% dos votos totais e Grass, 23%.
- Santa Catarina: a Quaest de 24 de setembro mostra Jorginho Mello (PL) com 54% dos votos totais, contra 13% de João Rodrigues (PSD). Como Jorginho já supera 50% incluindo brancos, nulos e indecisos, o percentual entre os votos atribuídos aos candidatos é maior.
- Mato Grosso do Sul: na Quaest de 25 de setembro, Eduardo Riedel (PP) registra 51% dos votos totais, enquanto Fábio Trad (PT) tem 12%.
- Roraima: a Quaest de 25 de setembro aponta Arthur Henrique (PL) com 57%, contra 32% de Soldado Sampaio (Republicanos).
- Amapá: Dr. Furlan (PSD) aparece com 53%, enquanto Clécio Luís (União Brasil) registra 40%, segundo a Quaest de 24 de setembro.
Estados que passam de 50% na conversão aproximada
Nestes casos, a Quaest, que tem as pesquisas mais recentes feitas nos Estados, divulgou os votos totais. A proporção abaixo considera apenas as intenções atribuídas aos candidatos e, por isso, é uma estimativa, não um percentual de votos válidos divulgado pelo instituto.
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) tem 49%, contra 16% de Efraim Filho (PL). Cícero Lucena (MDB) aparece com 15%. Consideradas apenas as intenções destinadas a candidatos, Lucas fica com aproximadamente 60,5%. Os dados são de 22 de setembro.
- Maranhão: Eduardo Braide (PSD) tem 46%, contra 27% de Orleans Brandão (MDB). Na conversão aproximada, Braide fica com 52,3% conforme levantamento divulgado em 25 de setembro.
- Sergipe: Conforme a pesquisa divulgada em 24 de setembro, Fábio Mitidieri (PSD) registra 43%, ante 34% de Valmir de Francisquinho (Republicanos). Consideradas apenas as intenções atribuídas aos candidatos na pesquisa, Mitidieri fica com cerca de 51,8%.
- Pará: Na pesquisa de 26 de setembro, Dr. Daniel (Podemos) tem 41%, contra 32% de Hana Ghassan (MDB). Excluídos os 17% de indecisos e os 6% de brancos, nulos ou eleitores que dizem não votar, Dr. Daniel fica com aproximadamente 53,2% entre as intenções destinadas a candidatos.
- Bahia: ACM Neto (União Brasil) registra 42%, contra 40% de Jerônimo Rodrigues (PT). Maria Bona (PCO) tem 1%. Entre as intenções atribuídas aos candidatos, Neto fica com aproximadamente 50,6%. Os dois primeiros estão tecnicamente empatados na pesquisa. Os dados foram divulgados em 24 de setembro.
- Alagoas: JHC (PSDB) aparece com 43%, contra 41% de Renan Filho (MDB). Os demais candidatos não pontuam. Entre os votos atribuídos a candidatos, JHC fica com aproximadamente 51,2%. JHC e Renan estão tecnicamente empatados, de acordo com a pesquisa que foi divulgada em 25 de setembro.
Outros Estados estão na linha dos 50%
- Pernambuco: o Datafolha de 1º de outubro mostra Raquel Lyra (PSD) com exatamente 50% dos votos válidos, contra 47% de João Campos (PSB). Como são necessários mais de 50% dos válidos, neste recorte, Raquel não seria eleita em 1º turno.
- Minas Gerais: Cleitinho (Republicanos) tem 49% dos votos válidos, contra 20% de Patrus Ananias (PT), no Datafolha de 1º de outubro.
- Goiás: Daniel Vilela (MDB) tem 42%, contra 19% de Marconi Perillo (PSDB), na Quaest de 24 de setembro. Consideradas apenas as intenções atribuídas aos candidatos, Vilela chega a aproximadamente 50%, exatamente na linha necessária.
- Ceará: o Datafolha de 25 de setembro mostra Ciro Gomes (PSDB) com 44%, contra 43% de Elmano de Freitas (PT). Os dois estão tecnicamente empatados, e nenhum supera 50% na conversão dos votos válidos pelo ponto central da pesquisa.
Rio tem situação particular por causa de Garotinho
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece com 47% dos votos válidos, ante 35% de Douglas Ruas (PL) e 8% de Anthony Garotinho (Republicanos), segundo o Datafolha divulgado em 1º de outubro.
O Estado, porém, tem uma situação particular. O TRE-RJ manteve o registro de Garotinho indeferido, mas o TSE autorizou provisoriamente a campanha até o julgamento definitivo do caso.
Se os votos dados a Garotinho acabarem considerados inválidos, eles deixam de entrar no cálculo dos votos válidos. Com isso, os dados devem ser retotalizados pelo TSE. Nisso, Paes pode se beneficiar, caso tenha 50%+1 dos votos válidos.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.