Em lista para a GQ Brasil, Ed Motta elegeu Physical Graffiti (1975), do Led Zeppelin, como seu álbum de rock clássico favorito, comparando com humor o impacto de ouvi-lo à emoção de ver um peito pela primeira vez. Gravado em Headley Grange, o aclamado disco duplo reuniu sobras de estúdio e faixas inéditas como Kashmir, marcando o auge criativo da banda ao mesclar hard rock com folk e funk antes do encerramento de suas atividades em 1980. O músico mantém Aja, do Steely Dan, como seu preferido geral.
Ed Motta já declarou algumas vezes que seu disco preferido de todos os tempos é Aja (1977), do Steely Dan. Tal trabalho do duo formado por Walter Becker e Donald Fagen mescla com maestria o jazz e o pop com pitadas de soft rock.
Porém, quando se trata do melhor álbum majoritariamente de rock clássico, o músico brasileiro recorre a uma obra-prima do Led Zeppelin.
Em lista fornecida à GQ Brasil, Ed Motta elencou seus cinco discos preferidos e citou Physical Grafitti (1975), do Zeppelin, como seu preferido na seara do rock.
Confira, abaixo, os 5 álbuns preferidos de Ed, sem gêneros específicados:
- Steely Dan - Aja (1977)
- Donny Hathaway - Extension of a Man (1973)
- Herbie Hancock - The Prisioner (1970)
- Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975)
- Bill Evans - Symbiosis (1974)
Em um vídeo bem-humorado registrado anos atrás durante uma live, Motta chegou a comparar Physical Graffiti a um momento íntimo curioso.
"Tenho que contar para vocês a emoção de ver um peito pela primeira vez. 'P*ta'... foi um negócio. Peraí, bicho. Foi igual o dia que comprei o Physical Graffiti. 'Ah, peraí'. Quando ouvi o Physical Graffiti e quando vi um peito pela primeira vez, eu falei: 'O quê? O que que foi? Could you tell me again? One more time, please. One, two, three, again! Fala!'. Eu falei: 'Para, para, que que isso, bicho'. Aí eu louco, tá, porque tem toda uma coisa. Eu queria só tocar. Só tocar. Meu Deus do céu. Nossa senhora, Deus te abençoe, bicho."
Sobre 'Physical Graffiti', do Led Zeppelin
Lançado originalmente como um ambicioso álbum duplo em LP, o disco consolida a genialidade criativa da banda britânica em uma época de completa maturidade artística, transitando pelo hard rock, mas também pelo folk, pelo funk e até por influências orientais.
O álbum nasceu de gravações realizadas no início de 1974 na mansão de Headley Grange, no Reino Unido, onde a banda teve a liberdade de improvisar arranjos e experimentar sonoridades mais audaciosas.
Como o material inédito gerado quase preenchia três lados de um LP, a banda decidiu expandir o repertório incluindo sete faixas previamente gravadas, mas deixadas de fora de trabalhos anteriores [Led Zeppelin III (1970), Led Zeppelin IV (1971) e Houses of the Holy (1973)].
O resultado foi uma obra monumental de 15 faixas, com destaque para hinos como "Kashmir", "In My Time of Dying", "The Rover", "Houses of the Holy" e "Trampled Under Foot".
Physical Graffiti estreou no topo das paradas britânicas e conquistou enorme sucesso comercial e de crítica. Para muitos, é considerado o último álbum impecável do Led Zeppelin, que depois ainda lançaria Presence (1976) e In Through the Out Door (1979) antes de encerrar atividades em 1980 após a morte do baterista John Bonham - Coda saiu em 1982, já após o término do grupo.