O documentário Unshatter, dirigido pelo DJ Joe Hahn, destaca o retorno do Linkin Park e a conexão com o público brasileiro, evidenciada em apresentações em São Paulo. Segundo Hahn, a escolha do Brasil para registrar a nova fase foi natural devido à energia e ao carinho únicos dos fãs. O longa traz 11 músicas, mesclando faixas do novo disco From Zero e clássicos nos vocais de Emily Armstrong, retratando a celebração que marcou a volta do grupo aos palcos.
A conexão e a admiração mútua entre Linkin Park e os fãs brasileiros ganham grande destaque no recém-lançado filme-documentário Unshatter, que retrata os bastidores do retorno da banda, incluindo passagens pelo Brasil. O longa saiu oficialmente nesta quarta-feira, 30 de setembro.
Logo nas primeiras cenas da produção, a importância do público do país, com ênfase nas apresentações em São Paulo, é evidenciada pela jornada de um fã de Israel que atravessou o mundo apenas para acompanhar uma das apresentações do grupo em solo paulista.
Para o Linkin Park, a escolha do Brasil para momentos capitais dessa sua nova era após a reunião não foi nada acidental. De acordo com o DJ da banda, Joe Hahn, que também dirige o documentário, a decisão acabou sendo óbvia.
"Foi fácil escolher o show para gravar como apresentação do disco. Nosso público é cheio de energia e muito apaixonado pela banda, mas o Brasil exagera."
Em seguida, ele pontuou:
"O público é carinhoso demais, muito entusiasmado. A gente acreditava nessa ligação forte, e o show virou mesmo uma celebração."
'Unshatter', novo filme do Linkin Park
A Rolling Stone Brasil assistiu a Unshatter na última quarta-feira, 23, uma semana antes de sua estreia. De acordo com o jornalista Igor Miranda, o filme acerta, dentre outras formas, por mostrar de forma convincente essa relação entre Linkin Park e o público brasileiro nos shows ao vivo.
"As gravações do show em São Paulo surgem de modo pontual, normalmente para encerrar os capítulos da narrativa. No terço final, o filme adquire um caráter mais musical, seja por ter mais canções da apresentação no Brasil, seja por retratar a transmissão ao vivo de setembro de 2024, nos Estados Unidos, que confirmou de vez o retorno do grupo.
Ao todo, 11 músicas são trazidas, a maioria em formato parcial. As quatro últimas estão inteiras. Se há canções antigas que parecem não se encaixar tão bem nos vocais de Emily Armstrong — como 'Somewhere I Belong' em seus tons acima e 'In the End', agora pouco natural —, não há como negar a força do repertório atual. Não à toa, cinco faixas incluídas vêm de From Zero, além de trechos generosos de 'Unshatter' rolarem nas passagens em estúdio, com direito a um visitante Mark Hoppus (Blink-182) se mostrar arrepiado ao escutá-la."