Os cachês de Romário como comentarista na CazéTV durante a Copa do Mundo de 2026 foram bloqueados pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão, proferida pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca e divulgada pelo portal Metrópoles, tem como objetivo garantir a quitação de uma dívida que hoje alcança R$ 32,4 milhões.
O problema tem origem em um processo que se arrasta há mais de duas décadas, envolvendo o fechamento do Café Onze Bar, empreendimento no Rio de Janeiro do qual o ex-jogador e atual senador pelo PL-RJ era sócio.
A empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., contratada para administrar o estacionamento do bar e instalar elevadores de veículos, entrou na Justiça após a rescisão do contrato com o encerramento das atividades do estabelecimento em 2011. Romário chegou a assinar um termo de confissão de dívida no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, mas a credora alega que o compromisso nunca foi honrado. Com a incidência de juros, multas e correções monetárias desde 2001, o montante saltou para os atuais R$ 32,4 milhões.
Na decisão, o tribunal ordenou que a CazéTV apresente a íntegra dos contratos firmados com o ex-atleta durante a Copa, incluindo notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamentos já efetuados. A Justiça quer identificar se a contratação foi feita diretamente ou por meio de agências e produtoras parceiras. Quaisquer valores que Romário ainda tenha a receber deverão ser retidos para garantir o cumprimento da sentença.
Não é a primeira vez que bens do senador são atingidos por causa desta mesma dívida. Uma lancha, um Porsche e um imóvel já haviam sido penhorados anteriormente. O processo tramita atualmente sob segredo de Justiça.