Por que caiu? FAB revela detalhe importante sobre helicóptero que transportava Rick

Aeronave que transportava o cantor, o empresário Bruno Avelar e outras três pessoas registrou o último sinal às 11h34 e caiu aproximadamente um minuto depois, em uma região de mata em Urubici (SC)

29 set 2026 - 19h02
Resumo
A FAB revelou que o helicóptero que caiu em Urubici (SC), matando o cantor Rick e outras quatro pessoas, voava em espaço aéreo não controlado, condição legal onde o contato com órgãos de tráfego aéreo não é obrigatório. O acidente ocorreu sob fortes chuvas, ventos e baixa visibilidade após a aeronave ultrapassar o horário previsto de pouso. As autoridades seguem investigando o trajeto, os dados do voo e o impacto do mau tempo para determinar as causas exatas da queda.

A aeronave que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar e outras três pessoas estava voando em um espaço aéreo não controlado quando sofreu o acidente que terminou com a morte de todos os ocupantes. A queda aconteceu em 21 de setembro, em uma região de mata de Urubici, na Serra de Santa Catarina.

Rick (Reprodução/Instagram)
Rick (Reprodução/Instagram)
Foto: Contigo

A informação foi divulgada pela Força Aérea Brasileira (FAB), que participa da apuração das circunstâncias do acidente. Segundo os dados apresentados pelo órgão, o helicóptero Bell 430, de prefixo PP-MGR, havia decolado de Porto Belo com destino a Criciúma.

Publicidade

Último sinal foi registrado às 11h34

De acordo com as informações levantadas pela FAB, o planejamento inicial previa que a aeronave pousasse em Criciúma por volta das 11h24. No entanto, o helicóptero continuou o deslocamento e teve seu último sinal registrado às 11h34.

Cerca de um minuto depois, às 11h35, a aeronave caiu em uma área de mata localizada no município de Urubici. As cinco pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.

O intervalo entre o último sinal identificado e a queda é um dos pontos considerados na apuração das autoridades, que ainda busca esclarecer todos os fatores que contribuíram para o acidente.

Condições meteorológicas eram adversas

Outro aspecto analisado na investigação são as condições meteorológicas encontradas na região no momento da queda.

Publicidade

Segundo a FAB, havia registro de chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela grande quantidade de nuvens na região serrana. O cenário meteorológico é considerado um dos elementos que fazem parte da análise das circunstâncias do acidente.

A investigação ainda está em andamento e deverá reunir informações sobre a trajetória da aeronave, as condições de voo, os dados meteorológicos e outros elementos técnicos para determinar o que levou à queda.

Espaço aéreo não controlado não significa voo proibido

A classificação da região como espaço aéreo não controlado não significa que a aeronave estivesse impedida de realizar aquele trajeto. Segundo a explicação apresentada pela FAB, existem diferentes tipos de espaços aéreos e regras específicas para cada um deles.

Em determinadas áreas classificadas como não controladas, por exemplo, não há a exigência de que o piloto mantenha contato direto com um órgão responsável pelo controle do tráfego aéreo.

Publicidade

O coronel aviador da FAB Silvio Monteiro Júnior explicou ao g1 como funciona esse tipo de espaço aéreo e de que maneira os pilotos recebem informações importantes para a realização do voo.

"Como esses espaços aéreos não são controlados, não é exigido que a aeronave faça contato com algum órgão de controle do espaço aéreo. Mas, então como ele vai saber sobre meteorologia, informações sobre o aeródromo de destino e todas as demais informações que afetam seu voo? Através do Serviço de Informação de Voo", explica o coronel ao g1.

Informações eram disponibilizadas pelo Serviço de Curitiba

No trajeto realizado pelo helicóptero, as informações relacionadas às condições do voo eram disponibilizadas pelo Serviço de Curitiba, que funciona no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II).

Esse serviço tem a função de fornecer aos pilotos informações relevantes para a operação, incluindo dados relacionados às condições meteorológicas e outras circunstâncias que possam interferir na segurança e no planejamento do voo.

Publicidade

A existência desse tipo de serviço é justamente uma das formas pelas quais pilotos que trafegam por espaços aéreos não controlados podem obter informações necessárias para avaliar as condições da rota e tomar decisões durante o deslocamento.

Investigação ainda busca esclarecer a queda

Apesar das informações já divulgadas sobre a trajetória do helicóptero, o horário do último sinal e as condições meteorológicas, as circunstâncias exatas que provocaram o acidente ainda não foram esclarecidas.

A apuração conduzida pelas autoridades deverá analisar os diferentes fatores envolvidos na operação da aeronave antes de apontar as causas da queda. Entre os elementos considerados estão as condições meteorológicas registradas no momento do acidente, a trajetória realizada pelo helicóptero e os dados disponíveis sobre o voo.

O acidente ocorreu em uma área de mata de Urubici, na Serra catarinense, e vitimou todos os cinco ocupantes da aeronave.

Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.

Publicidade
Contigo
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações