Ícone do humor brasileiro com mais de 50 anos de carreira na TV e no cinema, Ronald Golias marcou época com personagens clássicos como Pacífico e Bronco, além de programas de sucesso como Família Trapo e A Praça é Nossa. Falecido em 2005, aos 76 anos, por infecção generalizada, o comediante se definia como um sujeito esquisito devido a hábitos incomuns, como recolher lixo pelas ruas, fiscalizar bueiros e manter o carro sempre sujo, detalhes curiosos que marcaram sua rotina fora dos palcos.
Um dos maiores ícones do humor brasileiro, Ronald Golias faleceu aos 76 anos, há exatos 21 anos, em 27 de setembro de 2005, e em decorrência de infecção generalizada por conta de uma infecção pulmonar. Criador de personagens como o malandro Bronco, o mal-aplicado Pacífico, e o sonolento professor Bartolomeu Guimarães, o paulista de São Carlos passou por várias emissoras de TV ao longo dos mais de 50 anos de carreira: Record, Globo, Band e SBT.
Dono de bordões como "ô, Cride, fala para mãe", o humorista estrelou "Família Trapo", na década de 1960 ao lado de Jô Soares (1938-2022), "Meu Cunhado", com Moacyr Franco nos anos 2000, "Escolinha do Golias", "SuperBronco" e "Bronco", neste contracenando com Nair Bello (1931-2007) no fim de 1980. Só para citar alguns trabalhos. Fora a presença no cinema.
Humorista Ronald Golias gostava de vistoriar bueiros das ruas de SP
Considerado por Carlos Alberto de Nóbrega como um irmão, Golias certa vez foi direto ao se definir: "Sou um sujeito esquisito". Pudera, o intérprete do Profeta de "A Praça é Nossa" gostava de recolher lixo pelas ruas, por isso quando saia de casa levava consigo um saco plástico. Contudo o aspecto limpo de um carro não lhe agradava nem um pouco.
"Cato o lixo que vou encontrando (dava proriedade às garrafas e latinhas). Também vistorio bueiros. Odeio vê-los sujos", admitiu à "Folha de S.Paulo" de 2 de abril de 1995, época em que era responsável por picos de audiência daquele programa humorístico, então transmitido nas noites ...
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