Pai de Anitta revela diagnóstico de AVC após ver Alex Escobar passar mal ao vivo

Mauro Machado relembrou episódio de AVC transitório sofrido em 2022 e reforçou a importância de monitorar sintomas neurológicos imediatos

1 jul 2026 - 15h14

Mauro Machado, de 62 anos, conhecido publicamente como Painitto e pai da cantora Anitta, fez um importante alerta ao apresentador Alex Escobar, de 51 anos. O jornalista da TV Globo precisou deixar a cobertura da Copa do Mundo e retornar ao Brasil após sofrer um pico de pressão e passar mal durante uma entrada ao vivo no programa Encontro com Patrícia Poeta.

Mauro Machado, pai de Anitta revela diagnóstico de AVC após ver Alex Escobar passar mal ao vivo
Mauro Machado, pai de Anitta revela diagnóstico de AVC após ver Alex Escobar passar mal ao vivo
Foto: Reprodução/Instagram e Globo / Contigo

Na ocasião, a voz do jornalista ficou instável e ele demonstrou dificuldade para completar as frases enquanto comentava sobre a Seleção Brasileira. Embora exames realizados nos Estados Unidos não tenham detectado nada grave, Escobar optou por voltar ao país por segurança.

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Ao ver a despedida do jornalista nas redes sociais, Painitto desejou um bom retorno e revelou que se enxergou no episódio, relembrando quando sofreu um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), também conhecido como AVC transitório não hemorrágico, em 2022 — época em que, após os exames, também descobriu um câncer no pulmão.

"Bom retorno, amigo. Embora nada tenha sido detectado, precisa ser acompanhado. Eu lembrei muito quando tive um AVC transitório não hemorrágico. Foi muito semelhante. Querer controlar o movimento, conseguir só 50%. Só percebi porque, quando andei pela casa, meu braço direito batia nas portas, beirais e em tudo. Tomei 3 aspirinas e fui para o hospital. Estar no exterior e ter problema de saúde parece que ficamos sem chão, sem referência", comentou o pai de Anitta.

O que é o AIT (Ataque Isquêmico Transitório)?

De acordo com o Ministério da Saúde, o Ataque Isquêmico Transitório (AIT) acontece quando uma artéria cerebral entope ou se rompe, provocando um déficit neurológico temporário. Diferentemente do Acidente Vascular Cerebral (AVC) tradicional, o AIT apresenta sintomas cuja recuperação completa dura menos de 1 hora, sem deixar lesões ou sequelas permanentes no paciente.

O professor de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Sociedade Brasileira de AVC, João Brainer Clares de Andrade, explica que o AIT não causa alterações definitivas no cérebro.

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"A área que ficou acometida não sofre, permanentemente, com aquela falta de sangue. Daí o principal motivo para os pacientes não ficarem com sequelas pós-AIT", destaca o especialista.

A explicação para a rápida recuperação está no próprio organismo, que possui a capacidade natural de destruir pequenos coágulos através de enzimas.

"O AVC é formado quando os trombos de sangue sobem até a circulação sanguínea cerebral, alcançam uma artéria e entopem uma área de circulação, causando isquemia e morte daquela área cerebral. Formamos esses trombos o tempo todo naturalmente. Mas, quando perdemos essa batalha e as enzimas não conseguem destruir essas formações, temos o AIT, ou o AVC, que é quando esse coágulo chega ao cérebro e causa a obstrução", detalha o professor.

O risco de o AIT virar um AVC definitivo

O grande perigo do ataque isquêmico transitório é que ele funciona como um forte aviso do corpo. A repetição de episódios de AIT pode evoluir para um AVC grave, já que ambos os problemas compartilham das mesmas causas.

"Tanto que a prevenção é a mesma. Hoje, sabemos que 70% dos AVCs são de causas evitáveis e não estão relacionadas à genética ou condições congênitas, como alteração no funcionamento do coração", explica o neurologista.

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"O AIT pode de fato virar um AVC quando o nosso corpo não consegue destruir os trombos. A lesão permanente pode ser debilitante, desde a dificuldade de visão, fala, compreensão e emissão de palavras, até a movimentação do corpo, equilíbrio e sensibilidade. Há pessoas que ficam com uma perda de sensibilidade no braço e outras que ficam acamadas, de acordo com a localização do AVC, o tamanho da área atingida e características pregressas dos pacientes", ressalta o médico.

Fique atento aos sintomas mais comuns

Mesmo que os sinais desapareçam em poucos minutos, é fundamental buscar atendimento médico de urgência imediato. Os sintomas mais frequentes de um AIT ou AVC são:

  • Fala enrolada ou dificuldade de expressão;
  • Paralisia ou fraqueza nas pernas ou braços (como o relato de Painitto);
  • Perda de sensibilidade em alguma parte do corpo;
  • Desequilíbrio e tontura;
  • Visão turva;
  • Enjoo ou desmaio;
  • Incontinência urinária.

Como prevenir o AVC e o ataque isquêmico?

A prevenção envolve mudanças simples no estilo de vida e o controle de fatores de risco, especialmente para pacientes acima dos 50 anos. O neurologista João Brainer recomenda a prática regular de atividades físicas, o combate ao sedentarismo e o abandono definitivo do tabagismo.

Na alimentação, o ideal é reduzir o consumo excessivo de carne vermelha, ultraprocessados e carboidratos, priorizando uma dieta rica em peixes e vegetais. Além disso, é crucial manter sob controle a hipertensão arterial e o diabetes, e realizar checagens médicas anuais para avaliar o ritmo do coração, prevenindo arritmias como a fibrilação atrial, fortemente ligada ao AVC.

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Vale destacar que o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com critérios rígidos de assistência em todo o país. A Portaria nº 655 do Ministério da Saúde assegura que os Centros de Atendimento de Urgência ofereçam tomografia computadorizada, equipes treinadas, protocolos clínicos padronizados e leitos monitorados para o tratamento ágil do AVC.

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