Justiça descobre que Deolane Bezerra cometeu crimes durante prisão em 2024

Gaeco denunciou a influenciadora à Justiça e apontou que ela mantinha dinheiro do PCC em seus imóveis durante o período em que usava tornozeleira eletrônica em 2024

11 jun 2026 - 13h03

Deolane Bezerra não conseguiu trocar a cela pela casa. Nesta quarta-feira (10), o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente, denunciou a influenciadora à Justiça e o pedido da defesa para que ela cumprisse prisão domiciliar foi negado, e um dos principais motivos remete ao que teria acontecido em 2024.

Eduardo Martins / Brazil News
Eduardo Martins / Brazil News
Foto: Mais Novela

Segundo as investigações do MP-SP, Deolane teria cometido crimes durante o período em que estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, após sua primeira prisão em Pernambuco. O histórico pesou diretamente contra o novo pedido. Além disso, o Gaeco apontou que a influenciadora, presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista, mantinha dinheiro do PCC em seus imóveis e nos de seus filhos, o mesmo ambiente doméstico em que supostamente cuidaria da filha menor de 12 anos, argumento usado pela defesa para justificar a transferência.

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"A condição acima exposta revela o descaso de Deolane no cuidado da criança, além de as provas asseverarem a sua atuação em prol do Primeiro Comando da Capital, o que, por si só, demonstra o risco em favor da prole", reforçou o MP.

O órgão também destacou que o crime de integrar organização criminosa é considerado extremamente grave e que a investigação apura ainda o envolvimento de Deolane em lavagem de dinheiro do PCC, com supostos planos de expansão internacional da facção. Nesses casos, segundo o MP, a prisão domiciliar é incabível.

A defesa da influenciadora havia pedido alternativamente sua transferência para uma Sala de Estado-Maior, acomodação especial prevista no Estatuto da OAB para advogados presos antes de condenação definitiva, alegando que a unidade atual não reúne as condições exigidas.

Os advogados relataram problemas como ausência de ventilação adequada, calor excessivo, alimentos impróprios, vaso sanitário junto ao local de alimentação, escorpiões na cela e restrições ao contato com advogados. Citaram ainda que Deolane é portadora de síndrome do pânico, faz uso de medicação controlada e teria apresentado episódios de queda de pressão.

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A penitenciária, no entanto, negou as alegações. Segundo a administração prisional, a influenciadora está em um Pavilhão Especial separado das demais alas, em habitação individual equipada com cama, mesa, cadeira, banheiro com chuveiro elétrico, ventilador, televisão, água gelada e garrafa térmica, além de solário para banho de sol diário.

A unidade também negou a infestação de escorpiões e afirmou realizar dedetizações periódicas. O juiz responsável pelo caso considerou que o local atende à prerrogativa profissional garantida pelo Estatuto da Advocacia e manteve a prisão preventiva.

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