Filho de Virginia chama mãe de Vini Jr. de 'vovó' e médica alerta: 'Não é prejudicial'

José Leonardo, filho de Virginia, chamou a mãe de Vini Jr. de vovó e acendeu debate nas redes; veja

2 fev 2026 - 13h06

O vídeo em que José Leonardo, filho de Virginia Fonseca e Zé Felipe, chama Fernanda Cristina, mãe do jogador Vini Jr., de "vovó" voltou a movimentar as redes sociais e abriu espaço para debates sobre vínculos familiares na infância. A gravação, publicada nos stories da influenciadora, mostra o menino correndo em direção à mãe do atleta e repetindo o termo de forma espontânea, em um ambiente marcado por risos e afeto.

Foto: Mais Novela

A cena dividiu opiniões entre internautas. Enquanto alguns enxergaram apenas carinho, outros questionaram se a criança deveria ser orientada a usar outro termo, já que Fernanda não é sua avó biológica. Diante da repercussão, Poliana Rocha, mãe de Zé Felipe, saiu em defesa do momento e afirmou que o gesto revela afeto genuíno e vínculos construídos com amor.

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Do ponto de vista do desenvolvimento infantil, a pediatra Renata Castro explica que a situação, por si só, não representa qualquer prejuízo emocional. "Não há evidência científica de que seja prejudicial para uma criança chamar uma figura importante de um nome afetivo como 'vovó', desde que isso aconteça em um contexto emocionalmente seguro e afetuoso", afirma. Para ela, a atenção deve estar menos no rótulo e mais na relação que sustenta esse vínculo.

Renata ressalta que, dentro da teoria do apego, o que estrutura o desenvolvimento saudável não é o título familiar, mas a qualidade da interação. "O que realmente importa é a qualidade da relação. Crianças constroem vínculos seguros com adultos que oferecem cuidado consistente, sensibilidade às suas necessidades e segurança emocional", explica. Segundo a pediatra, o uso de termos de parentesco de forma afetiva é comum em muitas famílias e não indica, necessariamente, confusão de papéis.

A médica também destaca que o laço biológico não é o principal fator na formação dos vínculos emocionais. "O laço sanguíneo, por si só, não é determinante para o impacto emocional de uma relação. O que favorece o desenvolvimento socioemocional saudável é o cuidado responsivo e estável", pontua. Ela lembra que crianças podem estabelecer relações de apego seguras com avós, tios, padrinhos ou outras figuras próximas, desde que essas relações sejam marcadas por disponibilidade emocional e interações positivas.

Para além da polêmica, a pediatra chama atenção para a importância do senso de família na infância. "Sentir-se parte de uma rede familiar amplia o senso de pertencimento, fortalece a identidade e funciona como um fator de proteção emocional", afirma. De acordo com ela, múltiplas figuras de cuidado podem contribuir para o suporte emocional e para a aprendizagem social da criança, desde que os vínculos principais com pais ou cuidadores diretos sejam preservados.

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Renata também reforça que situações como essa só merecem atenção clínica quando há sinais claros de sofrimento. "O que realmente merece acompanhamento é quando a criança demonstra ansiedade, confusão sobre sua identidade familiar ou dificuldade de vínculo com suas figuras de apego principais", explica. No caso exposto nas redes, segundo ela, não há indícios que apontem para esse tipo de prejuízo.

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