É grave? Carla Prata desabafa sobre diagnóstico de doença rara

Rainha de bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, ex-bailarina do Faustão Carla Prata fala sobre choque ao descobrir diagnóstico de doença rara

2 mar 2026 - 21h12

Carla Prata, de 44 anos, é um exemplo de resiliência no Carnaval paulista. Em entrevista à Quem, a ex-bailarina do Faustão e atual Rainha de Bateria da Acadêmicos do Tucuruvi abriu o jogo sobre sua saúde e o choque que sentiu ao descobrir ser portadora de Miastenia Gravis, uma doença neuromuscular autoimune, crônica e sem cura.

Carla Prata
Carla Prata
Foto: Reprodução/ Instagram / Contigo

O choque do diagnóstico em 2017

Embora apresentasse sintomas desde a infância, foi apenas em 2017 que Carla recebeu o diagnóstico definitivo. A falta de informações acessíveis sobre a condição fez com que ela temesse pelo pior logo de início.

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"A gente perde o chão, acha que vai morrer, porque não tem informação na internet. O governo deveria ter mais informação para pessoas com doenças raras", criticou a influenciadora. A doença afeta a comunicação entre nervos e músculos, causando fraqueza extrema e perda de movimentos — um desafio gigante para quem brilha sambando na avenida.

Superação e múltiplas batalhas

A trajetória de Carla na saúde é marcada por diversas internações. Além da Miastenia, ela revelou já ter enfrentado outras condições graves que testaram sua fé e positividade.

"Já passei por momentos difíceis, já operei o coração, já tirei tumor e tratei lipedema, mas estou aqui sempre positiva, querendo passar uma mensagem de que há uma luz no fim do túnel", afirmou.

Voz pelas doenças raras

Hoje, estabilizada graças ao acompanhamento médico integrativo, Carla usa sua visibilidade para cobrar mais apoio público a pacientes que não possuem a mesma condição financeira para custear tratamentos caros.

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"Existem doenças raras com medicamentos caríssimos, de meio milhão de reais. As famílias precisam de apoio médico, psicológico e de medicação", alertou. Com uma postura empoderada, ela define sua relação com a condição: "Eu tenho minha miastenia gravis, mas a minha miastenia gravis não me tem. Eu sou maior que ela".

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