Maryna Colucci, de 34 anos, que estava dada como desaparecida, foi encontrada morta. A confirmação do falecimento encerra as buscas pela vítima, trazendo um trágico desfecho para o caso.
A morte de Maryna Colucci de Jesus chocou o Sul de Minas. Conhecida por seu trabalho como conselheira tutelar e por sua disposição em ajudar quem precisava, o corpo de Maryna foi encontrado nesta terça-feira, (25), enterrado em uma área rural do município após cerca de quatro dias desaparecida.
Tragédia
De acordo com relato da Polícia Civil, ela foi vítima de feminicídio na área rural de Jacuí, no Sul de Minas Gerais. Até o momento, o principal suspeito é José Sérgio de Oliveira, um policial militar que confessou o crime e ainda ocultou o cadáver. Porém, segundo sua defesa afirma que ele está colaborando com as investigações.
O sargento da Polícia Militar, de 42 anos, confessou o crime e contou o local onde o corpo foi enterrado. As buscas pelo corpo contaram com policiais civis e militares. O corpo de Maryna esteve enterrado a cerca de um metro e meio de profundidade em uma região de difícil acesso, próxima a uma rodovia que liga Jacuí a Fortaleza de Minas.
Depoimento do delegado chefe
"Foi apontada a possibilidade desta mulher ter tido um relacionamento com um policial militar aqui da cidade. A princípio, nós fomos levados por ele até um local onde ele fala que houve uma desavença e que houve um disparo de arma de fogo. Posteriormente, ele levou, já assustado, o corpo e o desovou, assim dizendo, na zona rural próxima a uma propriedade familiar. Conseguiu cavar, dispensou o corpo e jogou terra em cima. É um local que nós, com muita dificuldade, conseguiríamos localizar sem a indicação, por parte do suspeito. Agora, trabalhamos para exaurir todo e qualquer questionamento", contou o delegado chefe do 18º Departamento da Polícia Civil, Marcos Pimenta, ao g1.
Ainda segundo o delegado, o suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e deve ser preso preventivamente por envolvimento no feminicídio: "Hoje mesmo ele está sendo preso em flagrante por ocultação de cadáver e também está sendo pleiteado a sua prisão preventiva pelo envolvimento neste feminicídio. Ele é um policial militar, mas foi durante o seu sossego. Ele não estava ali na atividade de polícia militar. E ele vai responder por um crime comum, como cidadão comum, não como policial militar", disse o delegado chefe.
O corpo de Maryna foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e teve seu enterro nessa última noite desta terça-feira no Cemitério Municipal de Jacuí.
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