Criança de 8 anos morre infectada por ameba que 'come cérebro'; entenda

O risco de proliferação aumenta consideravelmente em águas quentes; saiba mais sobre a ameba que 'come cérebro'

25 ago 2026 - 12h52
Resumo
Uma menina de 8 anos morreu nos Estados Unidos após contrair a rara infecção por Naegleria fowleri, conhecida como ameba devoradora de cérebro, ao nadar em um lago de água doce na Louisiana. O parasita entra pelas vias nasais e atinge o sistema nervoso central, provocando meningoencefalite amebiana primária, condição com mortalidade próxima a 100%. O organismo prolifera em águas quentes acima de 25 graus Celsius, não passa de pessoa para pessoa e não era registrado no estado desde 2013.

Uma tragédia consternou a população dos Estados Unidos após a confirmação da morte de Lillian Smart, de apenas 8 anos de idade. A garotinha não resistiu às complicações provocadas pela infecção por Naegleria fowleri, um organismo raríssimo conhecido popularmente como ameba devoradora de cérebro. O caso ocorreu após a criança se banhar nas águas doces de um lago na região norte do estado de Louisiana.

Reprodução
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Foto: Mais Novela

A confirmação da perda veio por meio de uma publicação emocionada feita pelos pais da menina, Daniel Smart e Rebecca Smart, em um perfil no Facebook. "Na noite passada, Lillian correu de nossos braços para os braços de Jesus", lamentaram os responsáveis pela garota.

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Na mesma mensagem, o casal descreveu a gravidade dos danos provocados pelo parasita no organismo da garotinha. "Os ferimentos em seu cérebro eram muito graves para seu pequeno corpo se recuperar. Todos fizeram tudo o que podiam para mantê-la aqui", pontuou a família de Lillian Smart.

Transmissão pelo nariz e risco em águas quentes

De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, a transmissão do microrganismo provavelmente aconteceu enquanto a criança nadava em Lake Claiborne. O órgão governamental destacou que este representa o primeiro registro da doença no estado desde o ano de 2013. A contaminação desencadeia uma condição letal chamada meningoencefalite amebiana primária, que se instala quando a água contaminada entra pelas fossas nasais e atinge o sistema nervoso central.

Autoridades médicas explicam que a Naegleria fowleri habita lagos, rios e canais de água doce quente espalhados pelo território norte-americano. O risco de proliferação aumenta consideravelmente em temperaturas aquáticas superiores a 25 graus Celsius, concentrando episódios no período do verão.

Entre os anos de 1937 e 2025, o país contabilizou cerca de 180 casos confirmados do mal, mantendo uma média inferior a 10 ocorrências anuais. Apesar da taxa de mortalidade beirar os 100%, os especialistas ressaltam que o mal não apresenta transmissão direta de pessoa para pessoa.

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