Âncora da Band se emociona ao criticar Eduarda Campopiano por fala sobre feminicídio

Adriana Araújo, do Jornal da Band e da BandNews FM, afirmou que declarações da deputada estadual eleita reforçam discurso de ódio

5 out 2026 - 21h09
(atualizado às 21h34)
Âncora do Jornal da Band e Band News FM, Adriana Araújo se emociona ao falar sobre a atitude de Eduarda Campopiano
Âncora do Jornal da Band e Band News FM, Adriana Araújo se emociona ao falar sobre a atitude de Eduarda Campopiano
Foto: Reprodução / Band News FM via YouTube

A jornalista Adriana Araújo, âncora do Jornal da Band e da Rádio Band News FM, se emocionou ao criticar declarações da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) sobre feminicídio e feminismo. Em comentário durante o programa "Entre Nós", nesta segunda-feira, 5, a jornalista afirmou que as posições defendidas pela parlamentar ignoram a violência sofrida por mulheres no País.

Campopiano, de 23 anos, foi eleita no domingo, 4, com 1.956.238 votos, ou 8,39% dos votos válidos, e teve a maior votação para deputada estadual em São Paulo. A parlamentar se apresenta publicamente como antifeminista e já declarou, em debate, que não acredita na tipificação do feminicídio. “Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”, afirmou. Ela sustenta que casos desse tipo podem ser enquadrados como crimes passionais e defende agravantes quando um homem usa a superioridade física para agredir uma mulher, mas afirma que a regra deveria valer para outras situações semelhantes.

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Ao comentar as declarações, Adriana lembrou que movimentos de mulheres tiveram participação na conquista de direitos políticos que hoje permitem a eleição de Campopiano. “Por décadas, mulheres lutaram para que ela tivesse o direito de, em 2026, se tornar uma deputada estadual em São Paulo”, afirmou.

A apresentadora classificou como “gravíssima” a declaração de Campopiano de que o feminicídio não existe. Adriana também criticou a defesa, atribuída à deputada eleita, da agressividade como característica masculina.

“A Eduarda tem 23 anos e ela fala esses disparates sem sentir nenhuma dor. Mas eu gostaria que ela pudesse ter tempo de aprender, de preferência sem sentir dor, que as palavras que ela fala, que ela repete, são palavras que provocam profunda dor em muitas mulheres”, disse.

Com a voz embargada durante parte do comentário, Adriana contrapôs as declarações da parlamentar aos casos de violência contra mulheres registrados no País.

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“Enquanto ela repete esses bordões que viralizam nas redes sociais e nos grupos de ódio às mulheres, mulheres reais estão sentindo dor na pele. Mulheres são esfaqueadas, estupradas, asfixiadas todos os dias no nosso País. Mulheres são mortas todos os dias no nosso País”, afirmou.

Adriana afirmou se considerar feminista e definiu o termo como a defesa de igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

Ao fim do comentário, a jornalista direcionou a fala aos quase 2 milhões de eleitores que votaram em Campopiano e pediu reflexão sobre as posições dos candidatos escolhidos nas urnas.

“Eu não acredito que nesses 2 milhões de paulistas todos eles acham que não existe feminicídio, não enxergam a dor de mulheres que são esfaqueadas, que são mortas, que são estupradas. Eu acredito que essas pessoas entendem a gravidade desse problema”, afirmou.

“A gente deseja a bondade e elege o ódio. Se você puder parar, respirar um instante e pensar sobre isso, talvez nas próximas eleições a gente vá além do videozinho do TikTok e do Instagram e não eleja esse tipo de pensamento”, concluiu.

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Fonte: Portal Terra
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