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Aos 23 anos, Eduarda Campopiano é 2ª deputada estadual mais votada da história de SP

Em 'dobradinha' eleitoral conservadora com Lucas Pavanato (PL), candidata recebeu quase 2 milhões de votos e se declara 'maior inimiga das feministas de SP'

4 out 2026 - 22h52
(atualizado às 23h01)
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Resumo
Aos 23 anos, Eduarda Campopiano (PL) tornou-se a segunda deputada estadual mais votada da história de São Paulo ao obter 1,95 milhão de votos em 2026, marca atrás apenas de Janaína Paschoal em 2018. Ex-vereadora de Praia Grande e com forte presença nas redes sociais, a parlamentar campineira representa o campo conservador com pautas de segurança pública e proteção da infância e da família. Sua candidatura contou com o apoio e dobradinha de Lucas Pavanato, deputado federal mais votado no pleito.

Eduarda Campopiano (PL) foi a candidata mais votada para deputada estadual no em São Paulo nas eleições de 2026. Aos 23 anos, acumulou 1.956.238 votos. Ela foi apoiada por Lucas Pavanato, o deputado federal mais votado no Estado nessas eleições.

Campopiano recebeu mais que o dobro de votos do candidato mais votado em 2022, Eduardo Suplicy (PT), que totalizou 807.015 votos na época. Neste ano, o candidato da esquerda somou 654,6 mil votos, ficando em segundo lugar.

Na história, o número de votos da aliada de Pavanato ficou atrás apenas da deputada eleita com mais votos na história do Estado de São Paulo, Janaína Paschoal, que obteve 2.031.829 votos nas eleições de 2018 para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo PSL.

Maria Eduarda Campopiano Monteiro nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 22 de julho de 2003. Ela se identifica com o campo conservador e tem como principais bandeiras a defesa da família, da segurança pública, da educação e da proteção de crianças e adolescentes.

Ela também se tornou conhecida pela atuação nas redes sociais e por posições alinhadas ao campo conservador. Em seu perfil, ela se define como "maior inimiga das feministas de SP" e afirma defender a valorização da família, o fortalecimento da segurança pública e políticas de proteção à infância.

Ela chegou à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo após iniciar a trajetória política em Praia Grande, no litoral do Estado. Eleita vereadora em 2024 pelo Partido Liberal, com 3.583 votos, ela assumiu o mandato aos 21 anos.

No Legislativo municipal, apresentou projetos relacionados à educação, proteção de crianças e adolescentes, saúde mental e inclusão de pessoas neurodivergentes.

Entre as propostas aprovadas estão a prioridade de matrícula de irmãos na mesma escola da rede municipal, a proibição de contratação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes para determinadas funções públicas e a criação do Dia de Conscientização da Saúde Mental Masculina.

Apoio de Pavanato

A candidatura também contou com o apoio do deputado federal mais votado no Estado, Lucas Pavanato, do PL. Os dois foram apresentados pelo partido como parte de uma nova geração de políticos de direita em São Paulo, com forte presença nas redes sociais e atuação voltada a pautas ideológicas. Durante a campanha, chegaram a ser associados a uma possível "dobradinha" eleitoral.

Em setembro, um vídeo divulgado pelos dois terminou com pedidos de voto para as respectivas candidaturas e, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, registrou 326,4 mil interações.

A aproximação entre os políticos, no entanto, já havia ganhado visibilidade meses antes, quando ambos participaram de um ato na USP que terminou em confronto entre manifestantes e integrantes da comitiva de Pavanato.

Estadão
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