Eduarda Campopiano, de 23 anos, foi a grande surpresa da disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026. Candidata pelo PL, ela recebeu 1.956.238 votos e terminou a eleição como a deputada estadual mais votada do estado. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
A votação colocou a jovem política no centro das atenções e também levou novamente ao debate suas posições sobre feminismo, aborto, armas e outras pautas sociais. Nas redes sociais, Eduarda se apresenta como uma mulher conservadora e já utilizou a expressão “a maior inimiga das feministas” para definir sua atuação política.
Quem é Eduarda Campopiano?
Maria Eduarda Campopiano Monteiro nasceu em Campinas, em 22 de julho de 2003. Antes de chegar à Alesp, ela ganhou projeção nas redes sociais, onde passou a publicar conteúdos políticos ainda aos 18 anos.
A exposição na internet abriu espaço para participações em programas de debate. Em 2023, Eduarda atuou como comentarista do programa "Linha de Frente", da Jovem Pan.
Sua entrada na política eleitoral aconteceu em 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Pelo PL, recebeu cerca de 3,6 mil votos e passou a exercer seu primeiro mandato eletivo. Segundo a CNN Brasil, ela foi a parlamentar mais jovem eleita para o cargo no município.
Maria Eduarda foi autora de um projeto de lei, de 2025, que prevê a vedação da nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças ou adolescentes.
Dois anos depois, deixou a política municipal para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A votação de Eduarda chamou atenção não apenas pela liderança, mas também pela distância para os demais candidatos. Ela recebeu 1.956.238 votos, enquanto Eduardo Suplicy (PT), segundo colocado, teve 654.627. Sofia Favero (PSOL) ficou em terceiro, com 407.773 votos.
O desempenho de Eduarda foi também o segundo maior já registrado para uma candidatura à Alesp. O recorde continua sendo de Janaína Paschoal, que recebeu mais de 2 milhões de votos em 2018.
“Inimiga número um das feministas”
A expressão está relacionada à própria forma como Eduarda apresenta sua identidade política. Em entrevista ao RedCast, ela afirmou: “Sou do PL, sou uma mulher conservadora, antifeminista”. A parlamentar se apresenta como “a maior inimiga das feministas”.
Sua oposição ao feminismo é uma das marcas de sua atuação pública. A deputada eleita defende uma agenda conservadora e já se posicionou contra determinadas pautas associadas ao movimento feminista.
Durante a campanha, por exemplo, Eduarda afirmou que pretende atuar para que mulheres desistam do aborto. Ela também defende o direito de mulheres ao porte de armas e posições mais rígidas na área de segurança pública.
Posições sobre aborto, armas e feminicídio
Entre os temas que marcaram a atuação pública de Eduarda está a oposição ao aborto. Eduarda também já questionou a tipificação do feminicídio, ponto que gerou repercussão durante sua trajetória nas redes sociais.
Ela também defende o acesso de mulheres a armas de fogo e mantém posições contrárias a algumas políticas de esquerda e pautas progressistas.
Outro personagem importante na trajetória política de Eduarda é Lucas Pavanato, também do PL. Os dois se aproximaram politicamente e apareceram juntos em conteúdos e debates. A parceria ajudou a ampliar a presença dela no eleitorado conservador e nas redes sociais, onde ela já havia construído uma audiência antes de disputar cargos eletivos.
A ascensão de Eduarda foi rápida. Em 2024, ela conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Praia Grande. Em 2026, apenas dois anos depois, chegou à Alesp como a candidata mais votada do estado.
A eleição também ampliou a presença feminina na Alesp, que terá 28 mulheres na próxima legislatura.