No Bom Dia São Paulo, a apresentadora Sabina Simonato se revoltou ao vivo com o feminicídio de Laysa Cristine, de 23 anos, em Suzano (SP). O ex-namorado, Dioney Celestino, é o principal suspeito; ele confessou o assassinato por mensagem, exibiu imagens da vítima morta e fugiu. Indignada com a frieza do caso, a jornalista cobrou que o suspeito se entregue, criticou a aplicação prática das leis brasileiras e classificou os constantes assassinatos de mulheres no país como uma epidemia alarmante.
A jornalista Sabina Simonato não escondeu a revolta e a indignação durante a edição do Bom Dia São Paulo desta quarta-feira (23). Ao repercutir um caso de feminicídio que chocou o estado, a âncora do telejornal da Globo desabafou com a voz embargada sobre a violência contra a mulher e cobrou justiça diante do assassinato da jovem Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, encontrada morta em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.
O caso brutal veio à tona após familiares perderem contato com a vítima e decidirem ir até a residência onde ela morava com o ex-namorado, Dioney Santos Celestino, apontado como o principal suspeito do crime. Ao chegarem ao local, encontraram a porta trancada por uma corrente. Após arrombarem a entrada, a mãe de Laysa se deparou com a cena chocante: a jovem estava morta de bruços, com uma lesão na cabeça provocada por instrumento contundente e uma grande quantidade de sangue espalhada pelo chão.
Mensagens de confissão e revolta no estúdio
De acordo com o boletim de ocorrência detalhado no telejornal pela repórter Beatriz Andreoli, o suspeito teria enviado uma mensagem para uma parente confessando o assassinato e chegado a exibir um vídeo da vítima já sem vida para outras pessoas.
Diante da brutalidade e da frieza do relato policial, Sabina Simonato perdeu a paciência ao vivo e cobrou a apresentação imediata do foragido:
"Se ele manda mensagem confessando o crime, tem a capacidade e a pachorra de gravar um vídeo, que se apresente. Que no mínimo se apresente".
A apresentadora também chamou atenção para a recorrência de crimes bárbaros noticiados diariamente no programa e classificou a situação como um grave problema de saúde pública:
"É uma epidemia de feminicídio, Jesus amado…"
Em seguida, a jornalista questionou a eficácia prática das leis brasileiras no combate à violência de gênero: "A legislação brasileira é eficiente? É. Mas ela precisa sair, gente, do papel. Porque socialmente ela é deficiente, sim", declarou.
Ao encerrar a cobertura do caso, visivelmente abalada, Sabina prestou solidariedade aos familiares da vítima e destacou a dor imensurável da mãe que encontrou a filha morta: "Imagina a dor dessa mãe, que encontra uma filha no estado que, olha… Ai Marcelo [Pereira], a gente perde até o rumo, sabia?", lamentou.
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