A atriz Susan Sarandon revelou que sofreu um forte boicote profissional após defender um cessar-fogo em Gaza. Demitida de sua agência e afastada de grandes produções e da televisão nos Estados Unidos, a vencedora do Oscar afirmou que precisou buscar representação na Inglaterra e na Itália para continuar trabalhando. Sarandon criticou o clima de censura em Hollywood e elogiou a liberdade de expressão na Europa, citando a Espanha como exemplo de apoio à causa palestina.
Conhecida por trabalhos em Thelma & Louise, O Cliente e Atlantic City, Susan Sarandon afirmou que sua carreira sofreu um grande baque após participar de protestos que pediam por cessar-fogo em Gaza. Segundo ela, sua posição política lhe custou a representação pela United Talent Agency (UTA) e, desde então, tem sido quase impossível conseguir grandes projetos em Hollywood.
"Fui demitida pela minha agência, especificamente por participar de marchas e me manifestar sobre Gaza, por pedir um cessar-fogo", disse a atriz (via Variety). "Tornou-se impossível até mesmo aparecer na televisão. Não sei se a situação mudou ultimamente. Eu não conseguia fazer nenhum filme importante ou qualquer coisa ligada a Hollywood. Acabei encontrando agentes na Inglaterra e na Itália, e trabalho lá", acrescentou.
Ganhadora do Oscar por Os Últimos Passos de um Homem, Sarandon ainda alegou que países como a Espanha têm mais liberdade intelectual do que os Estados Unidos.
"Em um lugar onde se sente repressão e censura, ver a Espanha, o presidente e o que ele diz, o apoio que ele está dando a Gaza, e ter atores como Javier Bardem se manifestando com uma voz tão forte, é muito importante para nós nos Estados Unidos", disse.
Os comentários da atriz foram feitos durante um debate em 27 de fevereiro, antes de ela receber o Prêmio Goya Internacional em reconhecimento à sua carreira.
Susan Sarandon foi detida em protesto
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Susan Sarandon após ser excluída de Hollywood: "Fui usada como exemplo do que não fazer"