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A condição que faria Melissa Barrera retornar à franquia 'Pânico'

Atriz foi demitida de 'Pânico 7' (2026) quando o projeto do filme estava em andamento, em 2023, por declarar apoio à Palestina nas redes sociais

29 set 2026 - 15h20
Resumo
Demitida de Pânico 7 após apoiar a Palestina e ser acusada de antissemitismo, Melissa Barrera revelou que só retornará à franquia se a Spyglass Media Group perder os direitos da saga. A atriz criticou a liderança da produtora pelos ataques injustos que sofreu sem direito a retratação e afirmou que só voltaria sob uma gestão que honre o legado do criador Wes Craven. Barrera também relembrou a solidariedade dos colegas à época e celebrou a maior união atual contra a censura a favor da Palestina.

Em 2023, Melissa Barrera, estrela de Pânico (2022) e Pânico VI (2023), foi demitida da sequência Pânico 7 (2026) por declarar apoio à Palestina nas redes sociais, após os ataques de 7 de outubro na Faixa de Gaza. Posteriormente, a atriz Jenna Ortega (Wandinha) e o diretor Christopher Landon (A Morte Te Dá Parabéns) abandonaram o projeto em apoio à colega.

Melissa Barrera em 'Pânico'
Melissa Barrera em 'Pânico'
Foto: Reprodução/Paramount Pictures / Rolling Stone Brasil

Em entrevista recente ao JustWatch, questionada se estaria disposta a retornar à franquia Pânico no futuro, Barrera afirmou que apenas sob uma condição: se os direitos fossem transferidos da empresa Spyglass Media Group.

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"Não com a empresa que detém os direitos atualmente", disse. "Eu adoro a franquia. Me diverti muito fazendo esses filmes. Mas muito do ódio e das dificuldades que enfrentei nos últimos anos se devem ao fato de a liderança daquela empresa ter feito questão de me rotular como algo que eu não sou, e nunca se desculparam, mesmo quando se provou que eu estava certo."

Na época da polêmica, Barrera publicou pedidos de paz e criticou o governo israelense pelo assassinato de civis palestinos, além de compartilhar links para doações a organizações de direitos humanos e artigos que acusavam Israel de genocídio e limpeza étnica. Ao demiti-la, a produtora Spyglass alegou "tolerância zero ao antissemitismo" e afirmou que a atitude da atriz seria uma forma de "incitação ao ódio".

"Mesmo com um pedido de desculpas, eu não voltaria a trabalhar com eles", ressaltou a artista. "Então, não que eu esteja criando muitas expectativas. Não acho que eles tenham essa capacidade. Mas se a franquia algum dia deixasse essas mãos e fosse para mãos que, na minha opinião, honrassem mais o legado de Wes Craven, aí sim, eu acho que sim".

Craven (1939-2015) foi um aclamado diretor, roteirista e produtor americano, reconhecido como um dos grandes mestres do cinema de terror. Ele dirigiu os primeiros quatro filmes da franquia Pânico, iniciada em 1996, além de estar por trás da franquia A Hora do Pesadelo (1984) e de filmes como Aniversário Macabro (1972) e Quadrilha de Sádicos (1977).

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Barrera enaltece atitude de Macklemore

Recentemente, Barrera voltou a falar da questão Palestina ao enaltecer a atitude do cantor Macklemore, que foi retirado da turnê Loop de Ed Sheeran por se manifestar sobre o tema. Entretanto, ela relembrou que não recebeu o mesmo apoio público quando foi demitida de Pânico 7.

"[O apoio a Macklemore] me emocionou. Sabe, eu não senti isso quando aconteceu comigo. Foi muito cedo. As pessoas estavam com muito medo. Mas é bom ver que, quase três anos depois, pelo menos as coisas mudaram", celebrou (via NME). "Quando alguém é atacado e há pessoas por trás dizendo: 'Não vamos permitir isso', quanto mais isso acontece, menos as pessoas no poder tentarão censurar, porque eventualmente não vai funcionar."

Acho que o que estamos vendo, o que estamos testemunhando, vai inspirar uma mudança real, e estou muito esperançoso quanto a isso.

Rolling Stone Brasil
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