A trajetória profissional de Wagner Maniçoba de Moura, mais conhecido como Wagner Moura, é de longe uma das mais notórias dentre muitos artistas brasileiros. Do icônico Capitão Nascimento em Tropa de Elite (2007) ao o chefão do crime Pablo Escobar em Narcos (2015-2017), o que não falta no currículo do baiano são atuações marcantes no cinema e na televisão, tanto nacional quanto internacional.
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Aos 49 anos, ele faz história ao ser o primeiro brasileiro indicado a Melhor Ator no Oscar. Wagner também é o sexto latino a concorrer ao prêmio na categoria. A indicação rendeu a Wagner uma série de entrevistas nos veículos nacionais e internacionais, nas quais ele tem falado sobre seu papel como Armando em O Agente Secreto, a direção do filme Marighella (2019) e o início da carreira, por exemplo.
Abaixo, confira 7 curiosidades sobre Wagner Moura:
1. Conheceu a esposa na faculdade
O ator é casado há 25 anos com Sandra Delgado, com quem tem três filhos. Em entrevista à atriz Drew Barrymore, ele revelou que o primeiro beijo do casal aconteceu durante uma festa de carnaval. Wagner já conhecia Sandra porque ambos se formaram em Jornalismo na Universidade Federal da Bahia. No entanto, na época do beijo, ele já morava no Rio de Janeiro, enquanto ela vivia em Salvador. Com o início do romance, Sandra se mudou para a capital carioca e passou a viver ao lado do amado desde então.
2. Timidez e teatro
Apesar de sua aparente desenvoltura, Wagner teve uma juventude marcada pela timidez. Seu apelido era "ovni", por estar sempre com roupas pretas — bem no estilo emo — e por se manter isolado dos demais. Ele escolheu se formar em Jornalismo, mas nunca deixou de ter contato com o teatro, o que influenciou com que ele fosse perdendo a timidez com o passar dos anos.
3. Amizade com Lázaro Ramos
Lázaro Ramos é uma figura muito marcante na trajetória de Wagner. Os dois se conheceram em Salvador enquanto estudavam teatro. Em entrevista ao Podpah, Lázaro disse que aceitou ser amigo dele por "medo", já que seu estilo emo o assustava. "Estreou meu espetáculo e ele foi assistir. Daí, ele foi no camarim e falou assim: 'Aí, você é muito bom ator, quero ser seu amigo'. Eu fiquei amigo dele por medo", brincou. A amizade entre os dois é tão estreita que ambos são padrinhos do filho um do outro.
4. Não tem redes sociais
Perfil no Instagram ou no X? Nada disso! Ao procurar por alguma rede social de Wagner Moura, você encontrará apenas páginas feitas por fãs dedicados a homenageá-lo. Em entrevista à jornalista Vera Magalhães, no Roda Viva, ele afirmou que não tem "vocação" para ter redes sociais. "Teve uma época que eu senti falta de ter uma plataforma para poder dizer as coisas que eu queria dizer, mas eu não tenho vocação nenhuma para isso. Tenho preguiça, acho chato", argumentou.
5. Engordou quase 20kg para interpretar Pablo Escobar
Em algumas entrevistas, Wagner chegou a brincar que o diretor José Padilha teria feito uma escalação "errada" para a série Narcos (2015-2017) ao convidá-lo para interpretar Pablo Escobar. De acordo com o ator, além de não saber falar espanhol, ele também era muito magro para o papel. No entanto, Wagner se debruçou no aprendizado do idioma, se mudou para a Colômbia e engordou quase 20kg para a série. Após o término de Narcos, ele investiu em uma dieta vegana para perder o peso adquirido para o papel.
6. Vocalista de uma banda
Que Wagner manda muito bem nas telinhas a gente sabe, mas o artista também tem outro talento que poucos conhecem: ele é vocalista da banda Sua Mãe. O grupo foi formado em 1992, quando Wagner Moura e Gabriel Carvalho decidiram criar uma banda cover de The Cure, em Salvador. Eles eram colegas do curso de Jornalismo. Com o tempo, a banda Sua Mãe ganhou mais integrantes e passou a misturar a melancolia do rock inglês com letras de músicas bregas. A banda tem dois álbuns: The Very Best of The Greatest Hits Vol.I (2006) e Sua Mãe, Vol 2. (2023).
7. Embaixador da boa vontade da ONU
Em 2015, ele se tornou o primeiro Embaixador da Boa Vontade da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no mundo. O órgão é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). Na época, ele encabeçou uma campanha global da organização para acabar com a escravidão moderna, além de ter participado sobre discussões de combate ao trabalho forçado.