'Man on the Run' é um olhar essencial sobre Paul McCartney e os Wings

Documentário sobre a década de Paul McCartney após a separação dos Beatles é parada obrigatória para os fãs da banda de Liverpool

19 fev 2026 - 15h11

Por Nick Reilly para Rolling Stone UK | Certa vez o personagem cômico Alan Partridge descreveu: "Wings. São a única banda que os Beatles poderiam ter sido". Enquanto essa descrição pode ser ligeiramente exagerada, o documentário Man on the Run faz um trabalho incrível de dar ao espectador um olhar detalhado na vida pós-Fab Four de Paul McCartney e as dificuldades enormes que ele encontrou no caminho de fazer o Wings um sucesso enorme e duradouro por si próprio.

Paul McCartney, Linda McCartney, Jimmy McCulloch, Denny Laine e Geoff Britton do Wings
Paul McCartney, Linda McCartney, Jimmy McCulloch, Denny Laine e Geoff Britton do Wings
Foto: Michael Putland/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Dirigido pelo vencedor do Oscar Morgan Neville, o filme traça o período entre o fim dos Beatles em 1969 até o fim do Wings em 1981, pouco após o assassinato de John Lennon. Entrevistados típicos do gênero são preteridos em prol de ótimas imagens de arquivo, com a voz de Macca junto de outros contribuidores ecléticos - lista que inclui Mick Jagger e o falecido ex-companheiro de Wings, Denny Laine - aparecendo ao longo do filme.

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Isso significa que o público tem em mãos um retrato bastante pessoal desses dez anos, no qual as imagens podem falar por si, na maior parte. Vemos Paul se ajustando à vida na fazenda na Escócia para onde se retirou com sua família após o fim dos Beatles e a culpa pela separação, descobrimos, foi incorretamente colocada nos seus ombros.

O homem em si também falou, após uma exibição, sobre a alegria de ver sua falecida esposa Linda apresentada como uma força da natureza em termos de criatividade. Ela é vista como a espinha dorsal da família, mas também uma figura criativa chave que consistentemente apoia Paul através de alguns momentos duvidosos e, em retrospecto, hilários do Wings.

Isso inclui imagens do Wings tocando o hit, digamos, interessante de 1972 "Mary Had a Little Lamb", com o guitarrista Henry McCullough incapaz de esconder seu desdém pela canção bizarra. Também é engraçado ver imagens da prisão de McCartney em 1972 por cultivar maconha na sua fazenda na Escócia. O homem fingindo arrependimento perante à imprensa é um dos destaques do filme. É uma prova da visão de Neville que ambos os momentos entraram no corte final.

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Entretanto, até você ver a banda à toda tocando "Live and Let Die" no Madison Square Garden, é claro que o Wings foi o sucesso que McCartney sempre imaginou. Levou um tempo para acontecer, como o documentário mostra em detalhes admiráveis. É a história de um homem fugindo da maior banda de todos os tempos, seguindo no caminho de outro sucesso enorme. Fãs de McCartney vão adorar.

Rolling Stone Brasil
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