Nos últimos dias, o nome de J.K. Rowling, que ganhou fama mundial ao escrever a saga Harry Potter, voltou a repercutir nas redes sociais por uma polêmica antiga: o apoio financeiro a organizações criticadas por se colocarem contra os direitos de pessoas trans e por atuarem contra políticas de inclusão.
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O tema ganhou novo fôlego após a divulgação do trailer da nova série do universo Harry Potter, produzida pela HBO e prevista para estrear no Natal. Com a alta repercussão, ativistas da causa LGBT+ voltaram a criticar a autora, apontando que parte de seus lucros é destinada a iniciativas prejudiciais a minorias.
"Gente, a J. K. Rowling ainda está viva e usa o dinheiro que ganha com Harry Potter para financiar projetos anti-pessoas trans. Nesse caso, não dá para separar o autor da obra. Se isso não é o suficiente para não apoiar essa série, não sei o que é", disse uma usuária do X.
"J.K. Rowling tornou pública sua posição transfóbica. E não foi só um 'tuíte infeliz'. Ela apoia lojas com mensagens de ódio e propaga desinformação sobre pessoas trans constantemente, além de usar o dinheiro que ganha com a franquia para financiar políticas anti-trans", comentou outro.
Relembre
A opinião de J. K. Rowling sobre pessoas trans é pública e vem escalando há alguns anos. Na primeira vez que se posicionou, foi por tuíte e, logo depois, afirmou ter sido um engano. Depois, passou a ser mais explícita até que, em maio de 2025, anunciou o JK Rowling Women's Fund, uma iniciativa privada com o intuito de ajudar mulheres cisgênero presas a processar o Estado por dividirem celas com mulheres trans.
De acordo com o The Guardian, portal britânico de notícias, a autora, que tem fortuna estimada em 945 milhões de libras (mais de R$ 4,9 bilhões), também já doou mais de 70 mil libras (R$ 485 mil) à For Women Scotland (FWS), uma organização sem fins lucrativos que luta contra os direitos de pessoas transexuais.
Com receio de que as opiniões da autora esbarrem na fama da nova série da franquia, a HBO tentou separar as coisas. À imprensa, por exemplo, J. K. Rowling disse que foi creditada como produtora executiva, mas que não escreveria nenhum episódio. O CEO da plataforma, Casey Bloys, porém, já declarou anteriormente que Rowling esteve "muito, muito envolvida no processo" de criação do projeto.
Atores que aceitaram atuar na série, como John Lithgow, também têm sofrido ataques nas redes sociais.