Em Veneza, Susan Sarandon diz ser boicotada por críticas a Israel

Atriz vencedora do Oscar criticou pouco espaço a produções palestinas

6 set 2026 - 16h01
(atualizado às 18h07)
Resumo
No Festival de Veneza, Susan Sarandon afirmou sofrer boicote em Hollywood por suas críticas a Israel e ao financiamento americano ao país. A atriz revelou que agências têm pressionado diretores para não escalá-la, o que a levou a buscar refúgio em produções internacionais. Além de denunciar a falta de visibilidade para cineastas palestinos, Sarandon defendeu a função política do cinema e dos festivais independentes como ferramentas essenciais para desafiar o status quo.

A atriz americana Susan Sarandon afirmou neste domingo (6), no Festival de Cinema de Veneza, que vem sendo boicotada em Hollywood por causa de suas posições críticas à política de Israel.

Susan Sarandon no Festival de Cinema de Veneza
Susan Sarandon no Festival de Cinema de Veneza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo ela, muitos filmes deixam de ser oferecidos por interferência de agências. "Foi uma revelação enorme para o nosso povo descobrir quanto dinheiro os Estados Unidos dão a Israel. Agora essas informações são conhecidas. E ainda assim há filmes que não me são propostos, com agências que dizem aos diretores para não me dar um papel", declarou.

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Sarandon está em Veneza para a apresentação de "The Echo Chamber", de Andrea Pallaoro, filme italiano na disputa pelo Leão de Ouro e baseado no último roteiro deixado por Bernardo Bertolucci (1941-2018).

A atriz vencedora do Oscar disse que, por outro lado, tem encontrado acolhida em produções internacionais fora dos EUA. "Isso não é verdade só para mim. Acontece também com outros atores que foram recusados para determinados filmes", salientou.

Sarandon também aproveitou a passagem por Veneza para defender o papel político dos festivais, que dão a oportunidade de "ver obras que normalmente não circulam". "Nos Estados Unidos, é cada vez mais difícil assistir a produções que não sejam puramente americanas. As pequenas salas de cinema independente foram desaparecendo", declarou.

Sobre a guerra na Faixa de Gaza, ela afirmou não acreditar "que o genocídio na Palestina vá cessar porque se fala dele em Veneza", mas ressaltou que "todos os filmes têm uma função política, no sentido de que podem representar um desafio e colocar em dúvida o status quo".

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Por outro lado, Sarandon criticou a falta de espaço para obras palestinas no cinema. "Há muitos filmes feitos por diretores palestinos, ou sobre a questão palestina, que não veem a luz", afirmou. 

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