O custo médio de um vazamento de dados no Brasil atingiu o recorde de R$ 7,44 milhões, alta de 3,5% em um ano, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2026 da IBM e Ponemon Institute. Os gastos englobam investigações, reparos, multas e perda de negócios. Phishing e invasões via cadeia de suprimentos lideram como portas de entrada, somando 16% dos casos cada. O setor de saúde foi o mais prejudicado, com prejuízo médio de R$ 12,55 milhões, seguido pelas áreas de tecnologia e de serviços.
Um vazamento de dados custa, em média, R$ 7,44 milhões para uma empresa no Brasil. O número é do Cost of a Data Breach 2026, relatório anual feito pelo Ponemon Institute e analisado pela IBM, divulgado em outubro, e é o maior da série histórica no país. Em 2025, a média tinha sido de R$ 7,19 milhões, alta de 3,5% em um ano.
O estudo ouviu 602 organizações no mundo, 42 delas brasileiras, que sofreram algum vazamento entre março de 2025 e fevereiro de 2026. A conta inclui tudo o que o ataque gera: investigar o que aconteceu, consertar os sistemas, avisar os clientes, pagar multas e perder negócios enquanto a casa é arrumada.
Como os criminosos entram?
As duas portas de entrada mais comuns no Brasil empataram, com 16% dos casos cada. A primeira é o phishing, o golpe da mensagem falsa que tenta fazer alguém clicar num link ou entregar uma senha, seja por e-mail, SMS ou ligação. Esse tipo de ataque saiu, em média, por R$ 7,93 milhões.
A segunda é a cadeia de suprimentos: em vez de atacar a empresa direto, o criminoso invade um fornecedor que tem acesso aos sistemas dela. O custo médio, nesse caso, foi de R$ 7,32 milhões.
O setor que mais perde é a saúde, com média de R$ 12,55 milhões por vazamento. Depois vêm tecnologia (R$ 8,96 milhões) e serviços (R$ 8,63 milhões). Segundo Fernando Carbone, líder técnico de Segurança da IBM Consulting Brasil, dados de saúde são "muito sensíveis" e "ajudam muito nas extorsões".
Qual o papel da IA nos ataques?
A IA virou ferramenta dos dois lados. ...
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