Oito anos após sua abertura, uma tumba de 55 metros com "antenas" no deserto do Saara finalmente revela sua idade

Um único esqueleto, quatro contas de casca de ovo de avestruz e duas fileiras de pedras apontadas para o leste: o enigma da tumba com "antenas"

27 out 2026 - 10h44
Resumo
Arqueólogos da Universidade de Girona e do Ministério da Cultura Saaraui dataram o enigmático "túmulo com antenas", localizado no Saara Ocidental, entre 2.467 e 2.150 a.C. Escavada em 2018 no sítio de Sluguilla Lawash, a estrutura de 55 metros abriga os restos mortais de um indivíduo de 25 a 35 anos, sepultado com um adorno de casca de ovo de avestruz. A descoberta confirma a antiguidade desta singular arquitetura funerária em uma das áreas com maior arte rupestre da região.
Tumba no Saara
Tumba no Saara
Foto: Chronology and Funerary Practices Associated with Antennae Tumuli in Western Sahara (Joaquin Soler et al.) / Xataka

Em uma planície pedregosa do norte do Saara Ocidental, a cerca de 600 metros de altitude, há um montículo oval de pedras do qual partem duas fileiras de lajes em direção ao leste, em um lugar tão seco e inóspito que os pastores só vão até lá quando há chuvas intensas, conta a Archaeology Magazine. Ele fica ao lado do uádi Lawash el Telli, no limite oriental de Sluguilla Lawash, o sítio arqueológico com a maior concentração de arte rupestre pré-histórica da região, com 1.143 rochas gravadas.

Visto de cima, é como se tivesse antenas, daí o nome pelo qual esse monumento funerário é conhecido: "túmulo com antenas". Já se suspeitava que fosse bem antigo, mas agora sabemos com certeza: uma equipe de arqueólogos acaba de determinar sua idade, situando-o entre 2.467 e 2.150 a.C.

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A descoberta

Uma equipe da Universidade de Girona e do Ministério da Cultura Saaraui determinou a idade do túmulo, estrutura que foi escavada em abril de 2018, apenas parcialmente e de forma deliberada, já que somente metade do montículo foi aberta. Em seu interior havia os restos mortais de uma única pessoa, com idade entre 25 e 35 anos.

O corpo estava deitado de costas sobre o solo natural, sem uma cova, com a cabeça voltada para o sul e as pernas flexionadas em direção ao oeste. A pessoa usava um adorno composto por quatro contas feitas de casca de ovo de avestruz. As primeiras tentativas de datação, realizadas a partir do colágeno, fracassaram. Por isso, em 2025, os pesquisadores recorreram a outra ...

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