Estamos há anos esperando um 'Ozempic' que não precise de refrigeração nem injeções. E a Europa está prestes a autorizá-lo

EMA abre caminho para o primeiro GLP-1 que realmente funciona em forma de comprimido. É o próximo passo rumo à ampla disponibilidade dessa revolução farmacêutica

26 out 2026 - 13h39
Resumo
A Agência Europeia de Medicamentos recomendou a aprovação do Foundayo (orforglipron) para perda de peso e diabetes tipo 2. A decisão abre caminho para o primeiro GLP-1 em comprimido realmente eficaz e prático, superando as limitações do Rybelsus — que exigia jejum rígido e tinha baixa absorção — e eliminando a necessidade de injeções e refrigeração associadas a remédios como o Ozempic. O parecer técnico é o passo decisivo antes da liberação comercial pela Comissão Europeia.
Ozempic
Ozempic
Foto: Xataka Espanha / Xataka

A EMA abre caminho para o primeiro GLP-1 que realmente funciona em comprimido, marcando o próximo passo para a universalização dessa revolução farmacológica.

É o equivalente farmacológico a montar um quebra-cabeça: você acorda, toma um comprimido com meio copo de água (nunca mais de 120 ml) e se senta para esperar. Meia hora inteira em jejum absoluto — nada de café da manhã, café puro ou qualquer outro remédio. E todo esse sacrifício para que apenas 1% a 2% da semaglutida oral ingerida chegue, de fato, à corrente sanguínea.

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Durante anos, a melhor opção em comprimido que tínhamos para perda de peso era o Rybelsus. Só que tomá-lo exigia uma disciplina quase monástica. Na prática, a biodisponibilidade acabava sendo extremamente limitada, e pouca gente conseguia se adaptar bem à rotina.

É por isso que a recomendação da Agência Europeia de Medicamentos para autorizar o Foundayo (orforglipron) vai muito além de ser apenas mais um GLP-1 na praça. Trata-se de uma decisão com potencial para mudar quase tudo.

O que aconteceu exatamente?

O Comitê de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) deu seu aval para dois usos do orforglipron: o controle de peso e o tratamento do diabetes tipo 2 mal controlado. Embora o comitê técnico não aprove medicamentos diretamente — papel que cabe à Comissão Europeia —, na prática esse parecer é a etapa decisiva para a liberação comercial.

Por que tanto alvoroço por mais um comprimido?

Vale lembrar que o Rybelsus está disponível ...

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