Uma simples foto do rosto pode dar pistas sobre a sobrevivência de um paciente com câncer; esta IA busca encontrá-las

Os oncologistas precisam saber qual tratamento oferecer aos seus pacientes, e uma IA pode dar uma mãozinha

26 out 2026 - 10h40
Resumo
Cientistas estão desenvolvendo a FAHR-Face, uma inteligência artificial que analisa fotos do rosto de pacientes com câncer para estimar a idade biológica e prever o risco de mortalidade. Treinado com milhões de imagens faciais, incluindo mais de 34 mil de pessoas em tratamento oncológico, o sistema busca substituir a avaliação subjetiva do "olhar clínico". A ferramenta visa auxiliar oncologistas a definir terapias mais precisas e seguras, evitando tratamentos agressivos demais para pacientes fragilizados.
Uma simples foto do rosto pode dar pistas sobre a sobrevivência de um paciente com câncer. Esta IA busca encontrá-las.
Uma simples foto do rosto pode dar pistas sobre a sobrevivência de um paciente com câncer. Esta IA busca encontrá-las.
Foto: Xataka

Quando uma pessoa é diagnosticada com câncer, é importante iniciar o tratamento o mais rápido possível. No entanto, o desafio que os oncologistas enfrentam é determinar o melhor tratamento a ser prescrito; embora se possa pensar que recorrer aos medicamentos mais agressivos seja sempre a melhor opção, na realidade, isso pode ser fatal para o paciente.

O estado geral do paciente é um dos fatores mais críticos no momento em que a equipe decide o tipo de tratamento, visto que a situação de uma pessoa idosa e fragilizada é muito diferente da de um jovem em boa forma física. Anteriormente, essa avaliação dependia do "olhar clínico" do especialista, mas, atualmente, está sendo desenvolvida uma IA capaz de analisar o rosto humano com uma precisão surpreendente para traçar um perfil.

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Esse sistema foi batizado de FAHR-Face e tem como objetivo prever o risco de mortalidade e estimar a idade biológica de pacientes com câncer, utilizando apenas fotografias faciais.

O processo

Para que uma máquina compreenda os efeitos da doença no rosto humano, os cientistas não partiram do zero. O modelo base foi treinado com mais de 40 milhões de fotografias de rostos; em seguida, a IA foi ajustada por meio de um treinamento com 34.363 fotografias de pacientes oncológicos, resultando em dois modelos distintos:

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