"Acreditamos que isso pode retardar a demência": a neurotecnologia que estimula o sono para combater a doença sem remédios

Uma faixa usada durante o sono profundo busca estimular a atividade cerebral e pode ser uma nova estratégia contra o Alzheimer

23 out 2026 - 14h43
Resumo
Uma faixa noturna desenvolvida pela empresa espanhola Bitbrain pode retardar a demência sem remédios. Em fase de testes, o dispositivo de uso doméstico estimula ondas cerebrais lentas durante o sono profundo de pacientes com comprometimento cognitivo leve. Essa estimulação auxilia na limpeza metabólica cerebral e na eliminação de placas beta-amiloides ligadas ao Alzheimer, surgindo como uma promissora terapia complementar não invasiva contra a deterioração cognitiva.
Pessoa Idosa
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Foto: shutter / Xataka

Uma faixa usada durante a noite pode ajudar a retardar o avanço da demência em pessoas com comprometimento cognitivo leve. Desenvolvido pela empresa espanhola Bitbrain, o dispositivo utiliza a neurotecnologia para estimular ondas cerebrais lentas durante o sono profundo, fase importante para processos de limpeza metabólica do cérebro. A proposta é atuar sobre um dos fatores que podem contribuir para a deterioração cognitiva: o sono insuficiente. A tecnologia ainda está em fase de testes, mas os resultados iniciais são promissores e podem trazer novas soluções para uma abordagem domiciliar complementar aos tratamentos tradicionais contra o Alzheimer.

Faixa estimula ondas cerebrais durante o sono para proteger o cérebro

A ideia por trás do dispositivo da Bitbrain é aproveitar o período em que o cérebro descansa para estimular atividades cerebrais associadas à manutenção da saúde neurológica. Usada em casa durante a noite, a faixa gera ondas lentas durante o sono profundo, etapa relacionada à limpeza metabólica cerebral e à eliminação de placas beta-amiloides. Essas placas são depósitos de proteínas associados à doença de Alzheimer. A tecnologia busca, portanto, atuar em processos cerebrais que podem estar relacionados à deterioração cognitiva, sem depender de medicamentos para produzir o estímulo.

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A proposta é voltada a pessoas com comprometimento cognitivo leve, uma condição que pode anteceder o Alzheimer, mas que não significa necessariamente que a demência vai se desenvolver....

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