Escaladores descobriram no Monte Cònero, na costa da Itália, marcas fossilizadas de 80 milhões de anos em rochas de calcário no fundo do mar. Segundo estudo na revista Cretaceous Research, os sulcos indicam uma fuga em massa de tartarugas marinhas pré-históricas provocada por um terremoto durante o período Cretáceo. O abalo sísmico não apenas causou a debandada dos répteis, como também permitiu a preservação dos rastros por milhões de anos, fascinando geólogos e cientistas.
Uma rocha na costa da Itália pode guardar o registro de uma fuga em massa ocorrida há cerca de 80 milhões de anos, quando tartarugas marinhas pré-históricas teriam tentado escapar de um terremoto. As marcas foram encontradas por escaladores no Monte Cònero, com vista para o Mar Adriático, e chamaram a atenção pela quantidade e pelo formato dos sulcos. Ao investigar o local, pesquisadores identificaram indícios de que os rastros foram deixados no fundo do mar durante o período Cretáceo. O estudo, publicado na revista científica Cretaceous Research, propõe que um tremor sísmico pode ter provocado a movimentação dos animais e ajudado a preservar suas marcas por milhões de anos.
Marcas na rocha levaram pesquisadores a investigar uma possível debandada pré-histórica
A descoberta aconteceu quando escaladores exploravam as encostas do Monte Cònero e encontraram uma superfície rochosa coberta por sulcos. O formato das marcas lembrou aos aventureiros outros rastros de répteis marinhos identificados anteriormente na mesma região. Por isso, eles procuraram o geólogo Paolo Sandroni, que entrou em contato com Alessandro Montanari, diretor do Observatório Geológico de Coldigioco.
A equipe voltou ao local para documentar as marcas, coletar amostras de rocha e registrar a área com o auxílio de um drone. A análise revelou que os sulcos estavam preservados em uma camada de calcário conhecida como Scaglia Rossa, que se formou a partir de sedimentos acumulados no fundo do mar. Os pesquisadores ...
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