UE vai intensificar investigação sobre Meta quanto ao design que causa dependência, diz Bloomberg

23 jun 2026 - 10h46

A Comissão Europeia deve intensificar ‌uma investigação sobre a Meta , alegando que suas redes sociais são projetadas para causar dependência em crianças, informou a Bloomberg News nesta terça-feira, citando fontes a par do assunto.

A empresa controladora do Instagram vem sendo ⁠alvo de críticas devido a preocupações com o impacto ‌de suas plataformas no bem-estar e na segurança online dos jovens usuários.

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A Comissão Europeia está preparando conclusões ‌preliminares que acusam o Facebook ‌e o Instagram, da Meta, de utilizar práticas ⁠de design que mantêm os jovens usuários viciados, segundo a reportagem.

Os órgãos reguladores ainda não definiram uma data para o anúncio das conclusões, informou a Bloomberg News.

A Meta e a Comissão Europeia não responderam imediatamente ‌aos pedidos de comentário da Reuters. A Reuters não conseguiu ‌verificar a reportagem ⁠de forma ⁠independente.

A comissão está considerando restrições semelhantes às anunciadas pelo Reino Unido ⁠e outros países, ‌após um painel de ‌especialistas apresentar recomendações no próximo mês, segundo a reportagem.

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A Comissão abriu pela primeira vez uma investigação sobre a empresa com base na Lei dos Serviços ⁠Digitais em maio de 2024, devido a preocupações de que ela não tivesse abordado adequadamente os riscos para as crianças.

Em abril, a UE acusou a Meta de violar suas ‌regras de tecnologia e afirmou que a gigante do setor deve tomar medidas adicionais para impedir que crianças ⁠menores de 13 anos acessem as redes sociais.

Nos EUA, a Meta tem pressionado o Congresso por imunidade legal contra acusações de danos a crianças, já que a gigante da tecnologia enfrenta milhares de ações judiciais movidas por jovens usuários e suas famílias, informou a Reuters com exclusividade na semana passada.

Um júri de Los Angeles chegou a um veredicto histórico em março, considerando a Meta e o Google, da Alphabet , negligentes por projetarem plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens.

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