A China assumiu um desafio titânico no coração do Himalaia: a construção da gigantesca represa de Motuo, no rio Yarlung Tsangpo, que pretende se tornar a maior usina hidrelétrica do mundo. O projeto, que já existia há muitos nos, teve sua construção aprovada em dezembro de 2024.
Com Motuo, o país asiático busca superar com ampla margem a lendária Usina de Três Gargantas. No entanto, como destaca Tenzin Norgay, pesquisador da Campanha Internacional pelo Tibete, o empreendimento é tão monumental que equivale a "tentar domar a natureza".
Para entender a escala desse projeto hidrelétrico, basta observar os números, pois, segundo os especialistas, não há nada comparável à dimensão dessa barragem quando se fala em cifras tão astronômicas. O primeiro dado que chama atenção é a capacidade de geração, que deverá ficar entre 60 e 70 GW de potência.
Outro dado importante é a produção anual de energia, estimada em 300 bilhões de kWh por ano, o que representa o triplo da capacidade da Usina de Três Gargantas, que por si só já era gigantesca.
Em perspectiva, isso significa gerar a mesma quantidade de energia consumida anualmente por todo o Reino Unido. E, para conseguir isso, o projeto exige a escavação de túneis com 20 quilômetros de extensão em um terreno montanhoso. E, como se não bastasse, será necessária mais de uma barragem, fazendo com que o empreendimento seja composto por cinco usinas hidrelétricas interligadas.
Ao ler esses números, é possível perceber que vai sair caro: o custo ...
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