A Meta gastou pelo menos 14 bilhões de dólares para vencer a corrida da IA. Um ano se passou e ela continua exatamente no mesmo lugar

Empresa lançou novo modelo, mas ainda não conseguiu ganhar destaque em um mundo dominado por ChatGPT, Claude, Gemini e Grok

18 jun 2026 - 14h14
(atualizado em 19/6/2026 às 12h08)
Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg
Foto: Mark Zuckerberg / Xataka

No Vale do Silício e na tecnologia em geral, ser enorme não garante estar preparado para vencer todas as corridas. Você pode ter dinheiro, talento, centros de dados, bilhões de usuários e uma máquina capaz de integrar qualquer novidade em produtos que usamos diariamente. Ainda assim, quando o tabuleiro muda, a pergunta também muda. A Meta há anos tenta demonstrar que não só pode distribuir inteligência artificial em escala, mas também competir no centro da conversa. O problema é que, quando pensamos em chatbots, ela ainda não parece ser o primeiro nome que vem à mente.

14,3 bilhões de dólares. Em 13 de junho de 2025, a agência Reuters informou que a Meta adquiriria uma participação de 49% na Scale AI por esse valor — naquele momento, a startup estava avaliada em cerca de 29 bilhões de dólares. A própria Scale falou de um novo investimento significativo da Meta, embora não tenha divulgado o valor exato. Não estamos falando, portanto, de tudo o que a empresa já destinou à IA, mas de uma aposta identificável dentro de uma conta muito mais ampla.

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A Scale provavelmente não era uma daquelas empresas que estavam no radar quando se falava de inteligência artificial. Ela não tinha o brilho público do ChatGPT nem a vitrine do Gemini, mas ocupava um lugar importante na engrenagem que torna possível treinar e avaliar modelos. Seu trabalho gira em torno dos dados que permitem treinar, avaliar e melhorar sistemas de IA, incluindo dados rotulados ou curados para treinamento.

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