Estudo chinês finalmente propõe uma forma de resolver um dos maiores nós estratégicos do país: como bombardear os porta-aviões dos EUA a 3.000 km de distância

Pequim manda mensagem a Washington: mover seus porta-aviões para mais longe não vai mais resolver o problema

23 jun 2026 - 09h05
(atualizado às 10h17)
Porta-aviões
Porta-aviões
Foto: US Navy / Xataka

Durante anos, a resposta dos EUA ao crescimento militar da China no Pacífico foi clara: afastar seus porta-aviões e grandes ativos navais da costa asiática. O raciocínio parecia sólido: quanto mais longe estivessem dos enxames de mísseis de cruzeiro chineses, mais difícil seria serem atingidos. Bases como Guam se transformaram assim em uma espécie de santuário estratégico. Mas Pequim acaba de deixar claro que a distância já não garante segurança.

Um grupo de cientistas militares chineses, liderado por Gao Tianyun, da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, em Nanquim, publicou um estudo que descreve como destruir um grupo de combate de porta-aviões a 3.000 quilômetros de distância.

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O número está longe de ser casual. É, na prática, a distância exata entre Xangai e Guam. O mais chamativo não é apenas a ambição do plano, mas a mensagem implícita: o refúgio que Washington escolheu para proteger seus navios mais valiosos já está dentro do mapa de possíveis alvos da China.

O estudo não apresenta uma "arma milagrosa", mas algo mais perigoso: um sistema completo. Primeiro localizar, depois acompanhar e, por fim, saturar. A proposta combina satélites, drones, aviões-radar, submarinos, navios e inteligência de sinais para construir uma cadeia de monitoramento constante sobre um grupo naval inimigo.

Uma vez definido o alvo, chegaria o principal: um ataque massivo com mísseis coordenados entre si, compartilhando dados durante o voo, diferenciando iscas de alvos reais e ...

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