Os jovens de 2026 bebem? Sim. Mas de forma diferente de como bebiam há duas, três ou quatro décadas. O consumo regular diminuiu e a maioria (57,9%) das pessoas entre 15 e 29 anos afirma beber álcool apenas esporadicamente ou tê-lo eliminado completamente de suas vidas. No entanto, isso não anula o outro lado da moeda: uma porcentagem considerável de jovens mantém o hábito, mais ou menos frequente, de beber e, sobretudo, persiste a pressão social que continua associando festas à embriaguez.
Pelo menos é o que revelam os estudos mais recentes.
Juventude e garrafas
A Geração Z está mudando sua relação com o álcool. A tendência não é nova, mas isso não significa que seja fácil de acompanhar: a mudança é tão multifacetada, com tantas nuances, e sobretudo, gerou tantas estatísticas, que é difícil resumi-la em conceitos claros.
O que é inegável, porém, é que, além da sua dimensão socio-sanitária, o fenômeno já influencia a forma como a Geração Z e a indústria das bebidas alcoólicas interagem, enfrentando o que provavelmente é o seu maior desafio: como atrair um público cada vez menos interessado na bebida.
Percentagem: 57,9%
O primeiro vislumbre que nos ajuda a compreender a tendência foi dado há alguns dias pela FAD Juventud num relatório sobre o assunto. Entre os muitos dados do documento, destaca-se um: a maioria dos inquiridos com idades entre os 15 e os 29 anos (57,9%) afirma não consumir álcool regularmente. Na verdade, essa porcentagem é a soma daqueles que bebem apenas algumas ...
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