Os Estados Unidos tiveram uma ideia para tranquilizar a Europa; em vez de enviar soldados, vão aproximar suas armas nucleares da Rússia

O simples fato de essa possibilidade estar em discussão revela como a estratégia ocidental em relação a Moscou está mudando

2 jun 2026 - 12h42
(atualizado às 14h13)
Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN
Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN
Foto: Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN / Xataka

Em 1983, dezenas de milhares de mulheres cercaram uma base aérea britânica para protestar contra o destacamento de mísseis nucleares americanos. Essa mobilização, conhecida na época como Greenham Common, tornou-se um dos maiores símbolos antinucleares da Guerra Fria e demonstrou o quanto a localização dessas armas poderia alterar a política europeia.

Menos soldados, mais "nuclear"

Há meses, a Europa tenta decifrar o verdadeiro significado dessa mudança estratégica dos EUA. A redução de tropas, a retirada de alguns sistemas militares e a crescente prioridade dada ao Indo-Pacífico alimentaram o temor de que Washington esteja se distanciando gradualmente do continente.

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No entanto, discussões realizadas no âmbito da OTAN apontam para uma resposta muito diferente da esperada. Em vez de reforçar sua presença convencional, os Estados Unidos estariam preparados para expandir o destacamento de capacidades nucleares na Europa, a fim de demonstrar que seu compromisso com a defesa do continente permanece inabalável.

A ideia é simples, porém poderosa: se houver menos tropas americanas em solo europeu, o guarda-chuva nuclear deve permanecer visível e crível, ainda mais "próximo".

Quanto mais próximo da Rússia, maior o interesse

Sem dúvida, os aliados mais interessados nessa possibilidade são justamente aqueles que observam a Rússia na linha de frente. A Polônia encabeça a lista de candidatos a abrigar capacidades nucleares americanas há anos, e alguns Estados bálticos também manifestaram ...

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