A sustentabilidade pode caminhar lado a lado da medicina, e dois estudantes gaúchos acabaram de provar isso. Bernardo Renner e Ísis Valentin, ambos de 17 anos e moradores de Gravataí, em Porto Alegre, desenvolveram um curativo biodegradável feito à base de babosa e camomila que se decompõe em até 48 horas. Batizado de Hada, o material foi criado para substituir os bandaids plásticos e reduzir a geração de resíduos. A inovação garantiu aos estudantes a vitória na etapa da América Central e do Sul do The Earth Prize 2026, considerado o maior prêmio ambiental voltado para jovens do mundo.
Curativo de babosa e camomila foi criado para substituir bandaids plásticos
Um curativo sustentável feito totalmente à base de ingredientes biodegradáveis para combater a poluição plástica: essa foi a ideia ambiciosa de Bernardo e Ísis. Ela surgiu durante os jogos de vôlei na quadra da escola, quando os estudantes perceberam o acúmulo de curativos descartados após pequenos machucados que aconteciam na atividade. Embora sejam usados por poucos dias, esses materiais normalmente são produzidos com componentes plásticos que levam muito mais tempo para se decompor no meio ambiente.
A partir dessa constatação, os jovens passaram a pesquisar alternativas mais sustentáveis e chegaram a uma combinação de ingredientes naturais. Eles produziram então o Hada, um biocurativo desenvolvido com babosa e camomila, duas plantas conhecidas por suas propriedades associadas ao cuidado da pele.
Além de funcionar como...
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