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IA para decidir quem é contratado: justiça dos EUA avalia se algoritmos de contratação da Microsoft e Salesforce são injustos e violam leis de proteção ao consumidor

Além de um suposto "sistema de crédito", grupos minoritários seriam tratados com marginalização

23 jan 2026 - 11h58
Foto: Xataka

Uma ação judicial coletiva (disponível em pdf) protocolada na Califórnia pode mudar drasticamente a forma como as empresas utilizam inteligência artificial para selecionar candidatos. A Eightfold AI, uma plataforma utilizada por gigantes como Microsoft, Salesforce, PayPal e Bayer, está sendo acusada de gerar relatórios detalhados sobre candidatos sem o consentimento deles — uma prática que, segundo os autores do processo, viola leis federais de proteção ao consumidor.

O ponto central da disputa é se os algoritmos de contratação devem ser regulados da mesma forma que as agências de pontuação de crédito (como o Serasa ou o SPC, no Brasil). O processo alega que a Eightfold viola o Fair Credit Reporting Act (FCRA), uma lei de 1970 que exige transparência e o direito de correção em relatórios que decidem o futuro financeiro ou profissional de um indivíduo.

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O "Score de Crédito" dos trabalhadores

A Eightfold utiliza uma base de dados massiva, com mais de um bilhão de perfis profissionais e um catálogo vasto de habilidades, para ranquear candidatos de forma mais eficiente que recrutadores humanos. No entanto, o processo revela que o sistema faz muito mais do que apenas ler currículos:

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