Cientistas infectaram bactérias no espaço e evolução segue um novo rumo — as mutações únicas em microgravidade

Algo que não poderia ter ocorrido em nosso planeta

20 jan 2026 - 12h31
Foto: Xataka

Um experimento recente a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) revelou que a vida microscópica se comporta de maneira surpreendente quando as condições do ambiente mudam. Ao observar a interação entre a bactéria E. coli e o vírus predador conhecido como fago T7 em microgravidade, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram um rumo evolutivo que nunca ocorreria no nosso planeta.

Na Terra, a gravidade causa a convecção, um movimento natural dos fluidos que faz com que vírus e bactérias colidam constantemente, acelerando o processo de infecção. No espaço, esse movimento desaparece. Sem a mistura gravitacional, os organismos ficam suspensos, dependendo apenas de uma lenta deriva molecular para se encontrarem.

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Adaptação e guerra genética

Essa "batalha em câmera lenta" forçou ambos os organismos a se adaptarem de formas inéditas:

  • Vírus otimizados: com menos oportunidades de encontro, os fagos evoluíram para se tornarem muito mais eficazes em se prender às bactérias assim que as tocavam.
  • Bactérias resistentes: em contrapartida, a E. coli modificou seus receptores de superfície para dificultar a entrada do invasor.

O sequenciamento genético confirmou que essas mutações são exclusivas do ambiente espacial, inexistentes nas amostras de controle mantidas na Terra.

Benefícios inesperados para a medicina

A descoberta mais impressionante aconteceu quando esses vírus "treinados" no espaço foram testados de volta na Terra. Eles se mostraram muito mais eficazes em ...

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