Os famosos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, entre os quais se destaca o Ozempic, revolucionaram o tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade. No entanto, há algum tempo, pacientes e médicos vêm relatando um "efeito colateral" tão surpreendente quanto promissor, já que se observava que esse tratamento faz com que as pessoas não tenham vontade de beber álcool ou fumar.
O que começou como um fluxo de anedotas nos consultórios médicos acabou se tornando objeto de estudo para diferentes equipes de pesquisa, que viram nisso uma nova forma de entender o mecanismo das dependências nos seres humanos. Agora, um estudo recente publicado no BMJ, respaldado por novos ensaios clínicos, aponta que esses medicamentos podem ser a chave para tratar os transtornos por uso de substâncias aditivas.
O peso pesado dessa nova pesquisa é um gigantesco estudo de coorte publicado em 2026 no qual foram analisados os dados de 606.434 veteranos dos EUA com diabetes tipo 2. Aqui, os participantes foram divididos em dois grupos: aqueles que iniciaram tratamento com fármacos GLP-1, como o Ozempic, e aqueles que tomaram inibidores de SGLT2, que é um dos tratamentos aceitos para diabetes tipo 2 avançada.
Os resultados
O dado mais impactante surgiu ao analisar os pacientes que já tinham um histórico prévio de dependências. Nesse grupo, o uso de Ozempic se traduziu em uma queda drástica dos problemas de dependência que exigiam tratamento urgente, mas também foi observada uma menor taxa de internações ...
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