Nos últimos meses, um produto lácteo que começou a se popularizar muito nas prateleiras da Europa, ameaçando o reinado do iogurte tradicional. Estamos falando do kefir, um alimento sobre o qual se ouve cada vez mais e que registra um auge impulsionado pelas redes sociais, onde são divulgados os benefícios que ele pode ter para o aparelho digestivo.
Durante décadas, o iogurte foi o líder indiscutível para cuidar da nossa flora intestinal devido às bactérias "boas" que tem em sua composição. No entanto, em nível microscópico, a batalha é completamente desigual: um iogurte convencional costuma conter entre 2 e 5 cepas bacterianas, cujos efeitos no intestino são transitórios, enquanto o kefir é um consórcio simbiótico massivo e oferece um resultado melhor no longo prazo.
Estamos falando de um ecossistema que abriga entre 30 e 50 cepas de bactérias e leveduras. As revisões publicadas destacam que essa esmagadora diversidade microbiológica permite ao kefir sobreviver aos ácidos estomacais e "se instalar" no intestino de forma persistente. Dessa maneira, as bactérias não estão apenas de passagem, como pode ocorrer com o iogurte — o kefir se instala e transforma a flora bacteriana.
O nível de lactose residual também é significativamente menor, pois as bactérias e leveduras do kefir "consomem" grande parte do açúcar do leite durante sua fermentação, o que explica por que há ensaios clínicos que demonstram que pessoas intolerantes à lactose o digerem com menos refluxo e também com ...
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