Na Espanha e em alguns países da América Latina, a sesta é um pilar fundamental do estilo de vida e um prazer irrenunciável durante a tarde. Um novo estudo científico analisou o impacto desse hábito na saúde e descobriu que a duração, a frequência e a idade são fatores muito importantes na hora de fazer essa conta.
A pesquisa da Universidade de Múrcia analisou mais de 3.000 adultos em países mediterrâneos para avaliar o efeito das sestas. E descobriu que as sestas podem ser divididas em dois tipos: as com menos de 30 minutos e as com mais. Segundo os cientistas, o hábito de estender a soneca para além de meia hora está associado a ter IMC maior, maior incidência de obesidade e também maior probabilidade de desenvolver uma síndrome metabólica como, por exemplo, diabetes ou hipertensão.
Há também riscos à saúde cardiovascular. A Sociedade Europeia de Cardiologia apresentou, em 2023, diferentes dados que associavam sestas superiores a 30 minutos a quase o dobro do risco de desenvolver fibrilação atrial.
E a American Heart Association também divulgou dados que reforçavam esse ponto ao apontar que sestas superiores a uma hora aumentavam a taxa de doença cardiovascular em 1,82 vez.
O fator da idade
Um dos estudos mais importantes publicados foi encontrado na JAMA, que, após acompanhar 1.338 adultos mais velhos durante 19 anos e medir objetivamente o sono deles, pôde observar o efeito que a sesta tinha. Observou-se que dormir mais durante o dia, fazê-lo com maior frequência e ...
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