À primeira vista, o fato de a Midea lançar um ar-condicionado na China não chamaria a menor atenção. No entanto, o Midea Air Horizon M5 esconde sob seu chassi a prova de que a Huawei está completando seu ecossistema, com o qual quer dominar toda a tecnologia chinesa. Dentro dele, há um chip da HiSilicon e uma versão nativa do seu sistema operacional.
É um lançamento que representa a validação final de uma estratégia que vem sendo construída desde 2019: a Huawei voltou com seus smartphones 5G, mas também está formando uma base tecnológica sobre a qual a gigantesca nação vem se apoiando. O fato de gigantes como a Midea construírem seus produtos sobre os alicerces dos Kirin e do HarmonyOS consolida um software que não depende do Ocidente.
Um chip próprio
A integração técnica do ar-condicionado da Midea demonstra por que a Huawei insiste em seus próprios semicondutores. O chip de IA da HiSilicon permite ao aparelho aumentar seu poder de cálculo em 700% e responder em apenas três milissegundos. Para que tanta potência em um split de parede? Para se integrar à estratégia 1+8+n da Huawei: o celular é o centro de tudo. É a mesma lógica de força bruta para o lar que vimos na sua primeira e impressionante Smart TV com HarmonyOS.
1,2 bilhão. O novo aparelho da Midea é apenas mais um em uma lista imensa que não para de crescer. O último relatório governamental confirmou que o OpenHarmony já opera em uma quantidade brutal de dispositivos. A imensa maioria não é de telefones Mate ou Pura ...
Matérias relacionadas
Bandcamp anuncia que vai banir completamente músicas feitas por IA
Como já não pode ser nem a maior e nem a melhor, OpenAI define nova prioridade: ter a IA mais rápida