Ex-gerente do Itaú preso injustamente por 9 dias em acusação de fraude sem provas recebe R$ 480 mil de indenização: o TST manteve a condenação do banco por abuso de poder, cancelou a justa causa e determinou o pagamento das verbas

Gerente que havia impedido o saque de um cheque suspeito acabou acusado de participar do esquema e precisou recorrer à Justiça para reparar os danos

26 ago 2026 - 12h44
(atualizado às 15h47)
Resumo
O TST manteve a condenação do Itaú ao pagamento de quase R$ 480 mil a um ex-gerente preso injustamente por nove dias e demitido por justa causa. O bancário havia alertado a instituição sobre a suspeita de fraude em um cheque, mas a auditoria interna o acusou sem provas, levando a polícia a detê-lo. A Justiça do Trabalho considerou a conduta do banco um abuso de poder, determinando a reversão da demissão motivada, a quitação das verbas rescisórias devidas e a indenização por danos morais.
Itau
Itau
Foto: Gerada por IA / Xataka

Um ex-gerente do Itaú recebeu uma indenização de quase R$ 480 mil após ser acusado pelo banco de participar de uma fraude, preso por nove dias e demitido por justa causa. O caso começou em 1998 e em 2012, quando a Justiça do Trabalho entendeu que a instituição havia agido de forma abusiva ao atribuir ao funcionário uma participação no crime sem provas suficientes.

A condenação foi mantida pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que reconheceu o dano moral sofrido pelo trabalhador e manteve a reversão da justa causa. O banco também foi responsabilizado pelo pagamento das verbas trabalhistas decorrentes da demissão.

Publicidade

Gerente desconfiou de cheque e avisou o banco

Todo o episódio começou quando o funcionário, que trabalhava como gerente bancário, abriu uma conta para um novo cliente indicado por outra correntista.

Na conta foi depositado um cheque destinado ao pagamento de um tributo estadual. O próprio gerente desconfiou de que poderia haver uma fraude e impediu o saque do valor.

Ele comunicou o caso ao gerente-geral do banco, que determinou uma auditoria para verificar a autenticidade do cheque.

A investigação interna, porém, acabou levando a instituição a suspeitar do próprio funcionário. O banco acionou a polícia e o gerente foi preso sob a acusação de participação no esquema.

Publicidade

Ex-funcionário ficou nove dias preso

O gerente permaneceu nove dias detido até que fosse constatado que não havia envolvimento dele na fraude. Além da prisão, o trabalhador teve o nome ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Sem carros ou motos desde 2002, cidade no Pará construída sobre palafitas tem as ruas feitas de passarela e usa até bici-ambulância: conheça Afuá, a "Veneza da Amazônia" onde o principal meio de transporte é a bicicleta

A Arábia Saudita precisava de petróleo a preços muito elevados para sustentar sua aposta distópica na NEOM; e, por enquanto, isso não está acontecendo

O torpedo Poseidon, da Rússia, é uma das armas mais extremas já concebidas — agora, já tem uma plataforma de lançamento

A cidade na Noruega onde "é proibido morrer": por causa do frio congelante que impede a decomposição do solo, o cemitério local foi fechado e doentes em estado terminal precisam ser levados para fora da ilha

Samsung lança monitor gamer com resolução 6K e outro que promete acabar com o burn-in dos OLEDs

TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se