Os ambiciosos projetos da Arábia Saudita, como a futurista NEOM, enfrentam forte instabilidade devido à queda prolongada nos preços do petróleo, que operam em torno de US$ 70 por barril. Idealizadas no plano Vision 2030 para diversificar a economia, essas iniciativas dependiam de altas receitas da commodity para serem financiadas. O cenário geopolítico e o avanço das energias renováveis reduziram os retornos do fundo soberano saudita, colocando em risco a sustentabilidade das obras.
A Arábia Saudita ganhou destaque graças aos projetos arquitetônicos de caráter distópico que lançou com o objetivo de diversificar sua economia e tornar-se um destino turístico de luxo.
No entanto, após um período de flutuações econômicas que reduziram os retornos do fundo soberano saudita — agravado pela turbulência causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz —, todo o projeto agora vacila. O motivo: os preços baixos do petróleo e as previsões de que permanecerão baixos por algum tempo.
A queda nos preços do petróleo
Um dos motores do proyecto Vision 2030 da Arábia Saudita era justamente desvincular o país de sua forte dependência das reservas de petróleo e gás que sustentam sua prosperidade atual. Contudo, o cenário geopolítico atual e a ascensão imparável das energias renováveis fizeram com que o preço do petróleo — um recurso vital para a economia saudita — caísse significativamente nos últimos meses.
Conforme noticiado pelo Financial Times, em março de 2025, o preço do barril nos mercados internacionais oscilava em torno de US$ 70 (cerca de R$ 360), muito abaixo dos níveis superiores a US$ 100 (cerca de R$ 515) observados em 2022.
Apesar dos aumentos de produção anunciados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+), a recuperação dos preços do petróleo tem sido lenta e insuficiente; embora tenham ocorrido flutuações — exacerbadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz —, os preços permaneceram, de modo geral, estáveis na faixa entre US$ 70 e US$ 90 (entre R$ ...
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