Durante anos, o rearmamento europeu foi mais conversa do que ação, e a Espanha sempre aparecia na lista dos países mais atrasados. Agora, após pressão constante dos Estados Unidos e o clima de insegurança na Europa, o país deu uma guinada inesperada com um investimento naval sem precedentes que surpreendeu até mesmo seus aliados.
Um salto que não se via há décadas
A Espanha ativou um dos maiores processos de renovação da sua Marinha desde o fim da Guerra Fria, um investimento de 5,5 bilhões de euros para um plano que combina a incorporação de 37 novos navios de guerra e quatro submarinos de nova geração com a modernização profunda das unidades já em serviço.
Não se trata de uma substituição rotineira, mas de uma reconfiguração completa das capacidades navais para um ambiente estratégico mais exigente, onde o controle do mar, a dissuasão e a proteção das rotas marítimas voltaram ao centro da agenda de segurança.
O núcleo tecnológico do plano é constituído pelos quatro submarinos S-80, desenvolvidos pela Navantia, concebidos para devolver à frota espanhola uma capacidade submarina avançada em termos de sigilo, autonomia e combate.
Com propulsão independente do ar, sensores de última geração e uma arquitetura concebida para missões de vigilância, inteligência e guerra antissubmarina, estas unidades representam um salto qualitativo que coloca a Marinha Espanhola num nível operacional comparável ao das grandes marinhas europeias, com um calendário de entregas que se estende até ...
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