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Ucrânia pressentiu que havia uma superpotência por trás dos drones kamikaze russos; a surpresa é que, na verdade, existem duas

Na nova guerra, linha entre "arma" e "produto comercial" tornou-se tênue a ponto de quase desaparecer

27 jan 2026 - 17h22
(atualizado em 28/1/2026 às 07h22)
Foto: Xataka

Da invasão russa em 2022 até hoje, muitas fases se passaram, mas se uma coisa ficou cristalina, é que a guerra na Ucrânia se transformou em um laboratório brutal onde os drones são a arma mais decisiva e de desenvolvimento mais rápido, a ponto de concentrarem grande parte das baixas recentes e ditarem o ritmo da guerra de desgaste. Nesse cenário, a Ucrânia vem fazendo a mesma pergunta há algum tempo: como a Rússia consegue tantos drones?

Uma guerra industrial

No cenário atual, a frente de batalha não se limita a Donetsk ou Kharkiv, mas também se estende aos parques industriais de Guangdong e Shenzhen, onde são fabricados processadores, câmeras, motores, sensores e controladores que determinam o alcance de voo de um drone, o que ele enxerga e a precisão de seus ataques.

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O mais preocupante não é apenas a dependência tecnológica, mas o fato de que essa dependência é compartilhada por ambos os lados, o que transforma o fornecimento de peças em uma espécie de corrente subterrânea que sustenta o conflito mesmo quando as sanções visam reduzi-lo.

O Geran-5

Agora, a Ucrânia afirma ter identificado um novo drone de ataque russo, o Geran-5, que rompe com o perfil clássico de "asa-delta" associado ao Shahed iraniano e adota um formato mais semelhante ao de uma aeronave convencional, ligando-o visualmente ao Karrar iraniano e, por extensão, a projetos antigos inspirados em sistemas americanos.

A questão crucial é que se trata de um modelo de jato mais potente e veloz, com velocidade ...

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