Em meados da década de 1970, o Superman não era apenas um personagem: era a galinha dos ovos de ouro da DC e uma aposta que poderia consagrar ou afundar o primeiro grande sucesso de bilheteria de um super-herói moderno. Os produtores Alexander e Ilya Salkind queriam um filme "sério" e grandioso, bem diferente do tom caricato do Batman dos anos 60, mas também sabiam que qualquer tropeço seria um vexame histórico.
Nesse cenário, a DC, desconfiada, impôs condições rigorosas e acompanhou o projeto como se fosse uma operação cirúrgica, porque o problema fundamental não era só fazer um filme: era fazer um filme com um cara de collant e capa vermelha e fazer com que o público o olhasse com respeito, não como um meme.
Dois anos de testes
Assim, a busca pelo Superman perfeito tornou-se o grande desafio: começou em 1975 e durou até fevereiro de 1977, com centenas de testes e uma crescente sensação de desespero. Como costuma acontecer em qualquer grande produção, havia uma "lista de desejos" de estrelas que mais parecia um lineup de festival do que uma audição: Robert Redford, Paul Newman, Warren Beatty, Clint Eastwood, Steve McQueen, Burt Reynolds, Charles Bronson, James Caan, ou até mesmo Nick Nolte.
Na verdade, havia muitos outros, além de propostas que hoje soam delirantes devido à pura lógica de marketing, como pensar em Muhammad Ali ou mesmo em pessoas fora do contexto da interpretação. Acontece que cada opção falhou por um motivo (se não era o custo, era a idade, a imagem, o sotaque ...
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