A China transformou o desenvolvimento tecnológico em política de estado. O país está impulsionando sua economia por meio da produção de robôs (alguns já trabalhando em lojas ou em situações de catástrofe), inteligência artificial e, sobretudo, chips. Gigantes como a Huawei e empresas como a SMIC estão desenvolvendo chips com um objetivo em mente: eliminar a dependência dos EUA.
A atual guerra tecnológica entre EUA e China implica que empresas ocidentais não podem fazer negócios com as chinesas. Isso inclui a venda de máquinas para fabricar chips avançados, mas também impede que a Nvidia, por exemplo, venda até mesmo seus chips avançados ou os de gerações anteriores. Há algumas semanas, no entanto, os EUA flexibilizaram suas políticas, o que abriu a porta para que a Nvidia pudesse voltar a vender os famosos chips H200 a determinados clientes chineses.
Os EUA ficariam com uma taxa de 25% sobre cada venda, de modo que seria um ganha-ganha: os clientes chineses teriam acesso a chips renomados e a Nvidia conseguiria abocanhar uma parte do mercado chinês (um mercado de 50 bilhões de dólares), ao menos até que as empresas locais desenvolvessem suas alternativas.
Na semana passada, foi noticiado que a Nvidia havia aumentado a produção esperando dois milhões de pedidos. Naquele momento, a China não havia se pronunciado, e a pessoa mais interessada na operação, Jensen Huang, CEO da Nvidia, comentou que, se os pedidos estavam chegando, é porque as empresas teriam autorização para ...
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