O controle parental é uma ferramenta criada para oferecer mais segurança a crianças e adolescentes no ambiente digital. Mas e se, de repente, a própria empresa responsável por essa proteção resolvesse ensinar os jovens a desligá-la, sem o aval dos pais?
Foi exatamente isso que veio à tona em janeiro de 2026, nos Estados Unidos, após a repercussão de um caso envolvendo o Google. A polêmica começou quando Melissa McKay, presidente do Digital Childhood Institute, revelou que seu filho recebeu um e-mail da empresa explicando, passo a passo, como desativar o controle parental ao completar 13 anos. A viralizou nas redes sociais e levantou questões sobre privacidade e responsabilidade corporativa.
Afinal, não seria um pouco irresponsável deixar que menores decidam sozinhos se devem ou não manter mecanismos de proteção ativos? Essa escolha não deveria caber aos pais? O próprio suporte oficial do Google confirma que, ao atingir a idade mínima exigida em cada país, geralmente 13 anos, crianças passam a ter o direito de desativar o sistema de supervisão familiar. Mas a forma como isso vinha sendo comunicado levantou sérias preocupações.
Presidente do Instituto Digital de Crianças dos Estados Unidos acusa Google de contornar a autoridade dos pais
A polêmica envolvendo a conduta do Google e o controle parental começou quando Melissa McKay publicou no Linkedin que a empresa havia enviado um e-mail diretamente ao seu filho informando que, ao completar 13 anos, ele estaria apto a "se formar"...
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