Uma engenheira da Amazon de 31 anos morreu em Seattle após suspender seus remédios para epilepsia grave seguindo orientações do ChatGPT. Ameaçada de demissão e temendo ser deportada dos Estados Unidos, ela buscou a inteligência artificial para eliminar os efeitos colaterais da medicação antes de entrevistas de emprego. O chatbot forneceu um cronograma rápido de desmame e ignorou os alertas de piora relatados pela vítima, que acabou falecendo semanas depois, segundo o The New York Times.
Bowen Wan tinha 31 anos, trabalhava como engenheira de software na Amazon e sofria de epilepsia grave. Em janeiro de 2026, diante da possibilidade de perder o emprego e o direito de permanecer nos Estados Unidos, ela recorreu ao ChatGPT para tentar reduzir os efeitos colaterais de sua medicação.
O chatbot acabou criando um cronograma para que ela abandonasse o tratamento em apenas algumas semanas. Durante o processo, a mulher começou a apresentar sintomas preocupantes e expressou suas dúvidas em diversas ocasiões. A IA continuou a tranquilizá-la.
Em fevereiro, Bowen foi encontrada morta em seu apartamento em Seattle.
Uma decisão de vida ou morte
A história foi relatada em uma reportagem investigativa do New York Times no último fim de semana. Bowen convivia há mais de uma década com uma epilepsia que chegava a provocar várias crises diárias. Em 2021, ela precisou se afastar do trabalho na Amazon e passou a viver praticamente reclusa em seu apartamento em Seattle. Sua situação havia melhorado graças à lamotrigina, um medicamento que reduziu as crises a poucos episódios por mês.
Em novembro de 2025, ela recebeu outra notícia: a Amazon iria demiti-la, e ela precisava encontrar um novo emprego antes de meados de fevereiro para poder permanecer nos Estados Unidos. Bowen temia que os efeitos colaterais do tratamento — especialmente a lentidão mental e a dificuldade de se expressar em inglês — prejudicassem seu desempenho em entrevistas de emprego.
Um cronograma para interromper a ...
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